Alunos, professores e técnico da UNIFEI realizam estudos para a recuperação da Serra Fina após incêndio florestal

Pesquisadores do Projeto Restabelecer – Serra Fina.

Ações de combate ao incêndio na Serra Fina.

Coleta de Solo.

Análise visual.

Uma das vistas da Serra Fina.

Representantes da UNIFEI em campo.

Equipe de Campo em atividade na Serra Fina.

 

 Após o incêndio florestal ocorrido em julho de 2020 na Serra Fina, alunos, professores, técnicos e voluntários da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) reuniram esforços para agir em prol do meio ambiente. De acordo com dados oficiais, o fogo atingiu cerca de 600 hectares da região, que possui terreno íngreme, com cânions e penhascos, o que dificultou as condições de acesso para o combate ao incêndio. Além disso, foi constatado fogo subterrâneo, presente no solo, que voltava à superfície após cessados os focos superficiais na cobertura vegetal.

 Diante disso, como a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) tem a sua localização próxima à região e possui um corpo técnico altamente capacitado, os professores Daniela Rocha Teixeira Riondet-Costa, Eliane Guimarães Pereira Melloni, Hisaías de Souza Almeida, Maria Rita Raimundo e Almeida, Nívea Adriana Dias Pons e Rogério Melloni, do Instituto de Recursos Naturais (IRN); a professora Luciana Botezelli, da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL); os graduandos Karen Auxiliadora Guimarães, Rafael Martins Furtado, Cássia Natucci Cruz e Aline Carvalho Ribeiro, de Engenharia Ambiental, e Daniel Vargas Valadão, de Engenharia Mecânica; as pós-graduandas Marília G. Tirelli e Talita Roma, do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Recursos Hídricos (POSMARH), e o técnico Josivaldo Junior Rodrigues, do IRN, se uniram para estudar formas de promover ações de  recuperação e preservação da área. Assim, surgiu o projeto “Restabelecer: Serra Fina”, que está em fase de confecção e registro na UNIFEI.

 Desse modo, mediante à manifestação do interesse do grupo, o chefe da Àrea de Preservação Ambiental (APA) da Serra da Mantiqueira, por meio dos Ofícios SEI números 139, 140 e 141/2020-APA Serra da Mantiqueira/ICMBio, solicitou o apoio técnico-científico da UNIFEI. Este projeto faz parte de um esforço maior envolvendo as universidades de São Paulo (USP), Estadual Paulista (UNESP), Federal de Lavras (UFLA), o Instituto Florestal de São Paulo e vários outros colaboradores. Couberam à UNIFEI os estudos envolvendo diagnóstico dos impactos do fogo no solo, avaliação da prática sustentável do ecoturismo nas trilhas e educação ambiental.

 Assim, o grupo de pesquisadores que representam a UNIFEI já vem desenvolvendo ações na região afetada. Recentemente, foram realizadas visitas in loco para análise visual e coletas de amostras de solo visando à realização de análises laboratoriais que auxiliarão na identificação e avaliação dos impactos do fogo no solo e nas trilhas.

 É importante ressaltar que estes esforços foram realizados com o apoio da Associação de Guias de Passa Quatro, fornecendo pessoal e administrando recursos doados para transporte e alimentação. Os integrantes desse grupo da UNIFEI agradecem a todos que contribuíram, de alguma forma, como professores e familiares.

 Segundo os responsáveis pela iniciativa, estas ações reforçam a importância do vínculo entre Universidade, sociedade e ambiente, por meio de uma junção de conhecimentos e esforços. Mesmo com poucos recursos, o projeto espera auxiliar no restabelecimento dessa área e acredita-se no potencial de multiplicação de conhecimento ambiental para aqueles que convivem, preservam e lutam por esse patrimônio nacional, a Pedra da Mina, localizada na Serra Fina e que faz parte da APA da Serra da Mantiqueira.

Sobre a Serra Fina

 Segundo informações obtidas em sites especializados em montanhismo, acampamentos e esportes de aventura, a Serra Fina é uma seção da Serra da Mantiqueira e situa-se em sua quase totalidade na divisa entre os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Ela ocupa áreas dos municípios mineiros de Passa Quatro e Itanhandu, dos paulistas Lavrinhas e Queluz e alcança em sua extremidade leste o município fluminense de Resende. Está próxima do Maciço de Itatiaia, onde se situam o Parque Nacional de Itatiaia e o pico das Agulhas Negras, sendo visíveis entre si.