Coordenador do curso de Engenharia de Saúde e Segurança da Unifei de Itabira defende profissionais da área em matéria da Revista Proteção

O professor Raoni é o coordenador do curso de Engenharia de Saúde e Segurança da Unifei de Itabira.

Palestra do professor Raoni no Conselho Municipal de Saúde em Itabira.

Seminário internacional realizado em Itabira ano passado, com a participação de docentes e alunos da graduação de Engenharia de Saúde e Segurança da Unifei.

 

 O professor Raoni Rocha Simões, do Instituto de Ciências Puras e Aplicadas (ICPA), coordenador do curso de Engenharia de Saúde e Segurança (ESS) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), campus de Itabira, representando os demais docentes da graduação, obteve um direito de resposta que foi veiculado em uma matéria da edição 328, de abril de 2019, da Revista Proteção, especializada em saúde e segurança do trabalho.

 Em sua edição de janeiro de 2019, a revista havia publicado uma matéria com o título “Resolução do Confea gera polêmica”, que apresentou algumas críticas de profissionais de Engenharia de Segurança do Trabalho (EST) sobre a Resolução 1.107 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), que regulamenta o curso de ESS e detalha as atividades e competências profissionais dos que se formam nesta nova graduação.

 Como a matéria veiculada nessa edição da revista gerou polêmica, o professor da Unifei solicitou um direito de resposta à revista, que foi concedido na matéria “Em defesa do curso de graduação”, veiculada na edição 328. Ambas as matérias divulgadas pela revista nas edições de janeiro e de abril deste ano podem ser acompanhadas em:

https://ergonomiadaatividade.com/2019/04/04/esclarecimentos-sobre-a-atuacao-do-engenheiro-de-saude-e-seguranca-revista-protecao/

 A Resolução nº 1.107 do Confea, publicada no Diário Oficial da União de 11 de dezembro de 2018, que foi alvo da matéria veiculada em janeiro pela revista Proteção, “Discrimina as atividades e competências do engenheiro de saúde e segurança e insere o respectivo título na Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional”. A íntegra do documento pode ser conferida em:

http://normativos.confea.org.br/ementas/visualiza.asp?idEmenta=67163

 Em contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) da Unifei, o professor Raoni explicou que a resolução citada gerou críticas e dúvidas, uma vez que a oficialização do curso para os profissionais de ESS vinha sendo aguardada e foi, finalmente, celebrada. Ele disse que esta é a primeira graduação do Brasil em Engenharia de Saúde e Segurança. O curso nasceu em 2010 e foi regulamentado pelo Ministério da Educação por meio da Portaria nº 125 de 15 de março de 2013.

 Raoni ressaltou que a graduação em ESS da Unifei tem como objetivo formar profissionais capazes de analisar o trabalho humano e, a partir disso, desenvolver condições que favoreçam a produção segura e que preserve a saúde do trabalhador. Segundo o professor, o curso da Unifei de Itabira conta atualmente com 177 alunos ativos.

 Assim como na matéria veiculada na edição de abril da revista Proteção, o docente saiu em defesa dos profissionais de ESS. “O curso de Engenharia de Saúde e Segurança busca ultrapassar os limites tradicionais da saúde e segurança do trabalho na medida em que forma um engenheiro de grande análise crítica, que compreende que as regras e os indicadores devem ser alimentadas por situações reais, e capaz de desenvolver métodos de gestão em Saúde e Segurança do Trabalho em função da realidade do trabalho vivo”, afirmou o professor.

 Segundo Raoni, “este novo engenheiro é formado em um curso com duração de cinco anos, que contempla o ciclo básico da Engenharia, com disciplinas como Matemática, Física e Química e da área de Humanas, bem como todo o conteúdo da Engenharia de Segurança do Trabalho, que envolve, principalmente, higiene ocupacional, legislação e normas técnicas, análise e gestão de riscos e proteção contra incêndios”.

 Além disso, o professor disse que há longa formação com relação à saúde do trabalhador, com disciplinas como Ergonomia, Aspectos Psicossociais do Trabalho, Epidemiologia Ocupacional, Toxicologia Ocupacional, Fisiologia Humana e Saúde do Trabalhador propriamente dita.

 Segundo o docente, os alunos também recebem conteúdo relacionados à organização do trabalho, com disciplinas como Processos Industriais, Economia do Trabalho, Modelos de Organização do Trabalho e Fatores Humanos e Organizacionais; e ainda fazem estudos sobre saúde e segurança em setores específicos, como na agroindústria, mineração e siderurgia, além de terem formação em inovação e empreendedorismo.

 O professor comentou sobre as dificuldades encontradas pelos profissionais de ESS, como o fato de esta ser ainda uma profissão nova, e também sobre o forte nicho do curso de Engenharia de Segurança do Trabalho no Brasil. “O credenciamento da ESS no sistema Confea/Crea é uma evidência de que os próprios conselhos profissionais reconhecem os problemas da Engenharia de Segurança do Trabalho e a necessidade em se avançar neste campo, vendo na ESS uma possibilidade real neste sentido”, afirmou Raoni.

 Para ele, a solução para a redução dessas dificuldades é um melhor conhecimento da sociedade sobre o conteúdo do curso e as atribuições e possibilidades de atuação do profissional. “Para isso, os docentes têm promovido ações em vários sentidos, desde a organização de seminários e encontros com a sociedade, passando por trabalhos junto à Prefeitura de Itabira, em seu Conselho Municipal de Saúde, e também junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais”, disse o professor.