Governador de Minas Gerais visita Unifei para discutir meios para garantir que complexo laboratorial do Instituto Senai de Inovação em Sistemas Elétricos não seja cancelado

O governador Romeu Zema discursa durante evento no Auditório Professor João Luiz Carneiro Rennó. (Foto – Professor Cleber Gonçalves Júnior – IEPG)

O reitor da Unifei, professor Dagoberto Alves de Almeida, durante seu discurso no auditório do Bloco I. (Foto – Professor Cleber Gonçalves Júnior – IEPG)

A visita reuniu autoridades do Estado de Minas Gerais, representantes da Prefeitura de Itajubá e docentes da Unifei. (Secom – Unifei)

O governador Romeu Zema ao lado do reitor, professor Dagoberto, e do prefeito de Itajubá, Rodrigo Riera. (Foto – Otávio Scofano)

 

 No dia 5 de setembro, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema Neto, e sua comitiva visitaram o campus sede da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) na cidade de Itajubá para discutir possíveis saídas no sentido de evitar o cancelamento do complexo laboratorial do Instituto Senai de Inovação em Sistemas Elétricos.

 Destaca-se na extensa comitiva a presença do secretário de Governo, Bilac Pinto Neto; do secretário de Desenvolvimento Econômico, Manoel Vitor de Mendonça Filho; do subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Victor Lobato Garizo Becho, e do deputado estadual Dalmo Ribeiro Silva.

 Em reunião no gabinete da Reitoria, o reitor da Unifei, Dagoberto Alves de Almeida, na presença do prefeito municipal, Rodrigo Imar Martinez Riêra; do vice-reitor, Marcel Fernando da Costa Parentoni; do chefe de Gabinete, José Arnaldo Barra Montevechi; do vice-prefeito, Christian Gonçalves Tiburzio e Silva, e do ex-presidente do CNPq, professor Mário Neto Borges, entre outros, salientou que o maior complexo laboratorial do setor elétrico da América Latina e o sétimo mais moderno em sua categoria no mundo, após ter consumido a soma de 41 milhões de reais, não pode ser simplesmente cancelado sem que haja uma união de todos em prol da busca de meios que garantam sua continuidade.

 O reitor destacou, ainda, que entende haver, de fato, imensas dificuldades financeiras por parte do Estado para que o modelo atual de negócios seja atendido. Todavia, mencionou a importância do Estado de Minas Gerais em assumir o protagonismo na busca de apoio político junto ao Governo Federal. “A razão para tal é que esse complexo laboratorial é fundamental para o desenvolvimento da infraestrutura do setor elétrico, sem a qual o Brasil não terá condições de desenvolver todas as demais áreas, visto que energia é insumo básico para o progresso”, insistiu o professor Dagoberto.

 Como alternativa ao modelo de negócios, o reitor apresentou a possibilidade de empresas nacionais participarem. Sugeriu também que recursos adicionais provenientes do fundo de petróleo e gás da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sejam considerados. Segundo o professor Dagoberto, uma das justificativas seria o fato de que as centenas de plataformas marítimas que o país tem em alto mar para a extração de petróleo precisam, a partir de 2020, passar por extenso e profundo processo de modernização de equipamentos e instalações, sob pena de descomissionamento, sendo parte dessa atualização referente a sistemas elétricos, o que montará a dezenas de milhões de reais para cada plataforma.

 Outra possibilidade aventada seria uma possível parceria com a Unifei, visto que, assim como o Senai, a Universidade possui a prerrogativa de importação de equipamento de tecnologia sem taxação alfandegária, além de ser credenciada a participar das demandas de pesquisa e desenvolvimento das agências reguladoras e de fomento. “Obviamente, a Unifei não tem condições de apoiar financeiramente o projeto, mas pode apoiar tecnicamente, visto que é uma instituição de referência em energia elétrica no país”, disse o reitor.

 Na sequência, todos seguiram para o auditório João Luiz Carneiro Rennó, onde um numeroso público aguardava a presença das autoridades. Com a ilustre presença do senador Carlos Alberto Dias Viana, o reitor agradeceu o empenho do secretário Bilac em proporcionar a visita do Governo de Minas para discutir ciência e tecnologia na continuidade do centro de pesquisa e desenvolvimento de sistemas elétricos.

 O prefeito de Itajubá, Rodrigo Riêra, destacou a necessidade do apoio do governo mineiro para a finalização da construção do aeroporto de Itajubá e o senador Carlos Viana falou sobre o papel das universidades e dos institutos federais do estado mineiro, como a Unifei, e disse que tem procurado defender o nome de Minas Gerais diante dos grandes desafios que a nação enfrenta, em especial nas questões relacionadas à educação.

 O governador Romeu Zema, em sua fala, agradeceu mais uma vez pela acolhida e mencionou a necessidade de uma reforma no Estado diante da situação financeira dramática por que passa Minas Gerais, ao salientar que a crise que o Brasil vive no momento se deve ao descaso de governos anteriores na maneira de gerir os bens públicos.

 No encerramento das atividades, o reitor recebeu em seu gabinete o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe Nogueira, quando, na presença do pró-reitor de Extensão, Edson de Oliveira Pamplona; do chefe de Gabinete, José Arnaldo Barra Montevechi; do secretário municipal de Ciências, Tecnologia, Indústria e Comércio de Itajubá, José Fernando Grassi Bissacot; do secretário municipal de Coordenação Geral e Gestão, Carlos Vitor Conti, e do engenheiro André Gesualdi, discutiram detalhadamente os desafios que o complexo de ciência e tecnologia enfrenta.

 Nesse sentido, Flávio Roscoe apresentou as dificuldades que a Fiemg possui para garantir a continuidade do projeto e defendeu a efetiva participação da Confederação Nacional da Indústria. Outrossim, concordou ser fundamental o apoio da classe política de Minas Gerais e sua atuação junto ao Governo Federal. Todos os participantes se comprometeram a unir forças em prol do projeto.

 O reitor da Unifei, Dagoberto Alves de Almeida, concluiu ter sido extremamente positiva a visita do governador e de sua comitiva, além da possibilidade de conversa franca e amistosa com o presidente da Fiemg. Declarou que está muito confiante na premissa de que o entendimento por parte dos governos, estadual e federal, acerca da importância desse projeto para Minas e para o Brasil será fundamental para a busca de alternativas que garantam sua continuidade.