Modelo de desenvolvimento de projeto pedagógico baseado em competências é tema de capítulo escrito por professores da UNIFEI em livro da CNI sobre formação em Engenharia

O livro “O Futuro da Formação em Engenharia: uma articulação entre as demandas empresariais e as boas práticas nas universidades”, da CNI, apresenta artigo de professores do IESTI e do IFQ da UNIFEI. (Crédito – CNI)

 

 Professores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologia da Informação (IESTI) e do Instituto de Física e Química (IFQ) da Universidade Federal de Itajubá são os autores de um capítulo do livro “O Futuro da Formação em Engenharia: uma articulação entre as demandas empresariais e as boas práticas nas universidades”, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 O lançamento do livro foi feito no dia 18 de junho, sexta-feira, às 9h30, durante reunião do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), quando o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, fez um comunicado sobre o documento, que está disponível em: http://www.portaldaindustria.com.br/publicacoes/2021/6/o-futuro-da-formacao-em-engenharia-uma-articulacao-entre-demandas-empresariais-e-boas-praticas-nas-universidades/.

 No capítulo 12 do livro, é abordada a construção do projeto pedagógico baseado em competências no curso de Engenharia Eletrônica da UNIFEI. O artigo “Modelo de desenvolvimento de um projeto pedagógico baseado em competências” foi desenvolvido pelos professores Danilo Henrique Spadoti, Egon Luiz Müller Junior, Giscard Francimeire Cintra Veloso, Luis Henrique de Carvalho Ferreira, Luiz Lenarth Gabriel Vermaas, Rodrigo Maximiano Antunes de Almeida e Rondineli Rodrigues Pereira, do IESTI, e pela professora Milady Renata Apolinário da Silva, do IFQ.

 O texto discute a transição para o novo modelo, descrevendo cada etapa do trabalho e as abordagens utilizadas que ajudaram na amarração entre competências, disciplinas e conteúdos. Segundo Zil Miranda, especialista de Desenvolvimento Industrial da CNI, tal como em outros textos, nesse capítulo fica clara a necessidade de envolvimento de diversas instâncias institucionais e escuta a públicos distintos, como ex-alunos e empresas, para a construção de um currículo mais aderente aos desafios atuais da Engenharia.

O livro da CNI

 Segundo o material de divulgação no Portal da Indústria, o livro é composto por 12 artigos e quer contribuir para aproximar a indústria e a academia para reorientar as mudanças nos cursos de graduação em Engenharia, em consonância com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) das graduações em Engenharia no país. Ele reúne, na primeira parte, a visão de algumas empresas, como Embraer, Concremat e ArcelorMittal, sobre as tendências em seu setor e experiências de parceria com universidades.

 Na segunda parte, o livro apresenta as experiências de instituições de ensino superior para oferecer cursos em moldes mais modernos e alinhados às demandas da sociedade, como Centro Universitário da FEI, Insper, Instituto Mauá, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), SENAI-CIMATEC, UNISINOS, Universidade de São Paulo (USP) e as universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de Itajubá (UNIFEI).

 O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, diz, na apresentação, que o livro reúne “uma pequena, porém relevante, amostra do esforço de algumas universidades brasileiras para oferecer uma educação de excelência, que dialogue com nosso tempo e vise preparar os estudantes para desenvolver soluções aos diversos desafios da humanidade” e que, ao trazer também a perspectiva de algumas empresas, que relatam o que vislumbram no horizonte, “pretende-se, em alguma medida, estimular essa aproximação entre o mundo empresarial e o acadêmico”.

 Na introdução do livro,  a especialista de Desenvolvimento Industrial da CNI, Zil Miranda, informa que cada texto, à sua maneira, descreve e acentua experiências únicas que formam um direcionador comum de mudanças no ensino das Engenharias como forma de aperfeiçoar as universidades e oferecer profissionais qualificados e sintonizados com as mudanças contemporâneas. “Espera-se que o conjunto deste livro contribua para as mudanças na formação profissional dos engenheiros, que ajude a elevar a qualidade do debate e aproxime ainda mais a universidade das empresas. O País só tem a ganhar com a reflexão e os avanços das Engenharias”, escreve a especialista.