Modelos reduzidos de construções, equipamentos e máquinas são desenvolvidos por alunos da UNIFEI como incentivo ao interesse pela área da Engenharia

Os projetos, orientados pelo professor Carlos Barreira Martinez, reproduzem modelos históricos reduzidos de importantes construções, equipamentos e máquinas.

 

 Alunos dos cursos de Engenharia Civil e de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) desenvolvem projeto de reprodução de modelos reduzidos de construções, equipamentos e máquinas importantes para a história da Engenharia, com a finalidade de exposição, e ainda produzem kits de montagem que podem ser distribuídos para estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio como forma de incentivo na futura escolha profissional.

 A ideia dos projetos foi proposta pelo professor Carlos Barreira Martinez, do Instituto de Engenharia Mecânica (IEM), como parte das disciplinas de Tópicos sobre História da Engenharia (ECI115) e História da Engenharia Mecânica (EME051) e está sendo desenvolvida no Museu de Ciência e Tecnologia da UNIFEI, que fica no Prédio 3 do Complexo Histórico e Cultural (CHC) da UNIFEI, onde se localiza o Laboratório Thermo-Hydroelectro (LTHE). De acordo com o docente, o objetivo é demonstrar as dificuldades e as soluções encontradas no passado, além de resumir a trajetória tecnológica das invenções e construções da Engenharia.

 As atividades de elaboração dos modelos, que vão desde os estudos até a produção, são realizadas pelos alunos no decorrer das disciplinas, que são optativas e oferecidas semestralmente. Neste último ano, foram desenvolvidos diversos projetos que representam um período importante da civilização e que retratam a  inventividade e a criatividade dos engenheiros do passado, dentre os quais podem ser citados o projeto de bate-estacas romano e grua greco-romana, do Século I a.C.; bicicleta de Da Vinci, do Século XVI; balestra, do Século XVI; canhão naval, do século XVIII, e a Ponte de Langlois em Arles, que foi pintada em 1888 pelo artista Van Gogh.

 No próximo semestre, devem ser confeccionados os seguintes modelos: bomba de Arquimedes; grua medieval, dos séculos IX ao XII; falconete naval, do Século XV; bomba de porão de navios e canhão naval, do século XVI, e moinho de água.

Limitações e apoios

 Durante o desenvolvimento dos modelos, os alunos devem seguir as condições tecnológicas disponíveis na época em que foram feitos as construções, equipamentos e máquinas, respeitando as restrições e limitações impostas no passado. Um dos limitantes, por exemplo, é o uso de ferramentas similares às existentes entre os séculos XV e XVIII.

 O professor Martinez ressalta a importância de projetos como este que incentivem a criatividade e a inovação e revela que, apesar de acostumados com instrumentos tecnológicos sofisticados, os alunos se adaptaram de maneira efetiva às restrições tecnológicas do passado.

 Atualmente, apenas seis alunos desenvolvem as atividades da disciplina por semestre. Essa limitação se dá em função da aquisição de insumos para a confecção dos modelos e também por conta das dificuldades enfrentadas durante o momento de pandemia. No total, até o momento, 14 alunos já participaram do projeto, que, além do idealizador, contou com o envolvimento da equipe do LTHE composta pelo doutorando Adriano Silva Bastos, o mestrando Carlos Raldieres e os servidores Dieimys Santos Ribeiro, Allann Breno de Sales Pereira e Fagner Luiz Campos Cardoso.

 A atividade também contou com o apoio e parceria dos professores Luiz Fernando Valadão Flores e Silmara Cristina Baldissera Kabayama, respectivamente diretor e vice-diretora do IEM; de Adinele Gomes Guimarães, Márcia Viana Lisboa Martins, Roberto Alves de Almeida e Valquíria Claret dos Santos, docentes do Instituto de Recursos Naturais (IRN), bem como do servidor Paulo Cesar Gonçalves, responsável pelo Patrimônio Histórico e Cultural da UNIFEI, e da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), por meio do professor Edson de Oliveira Pamplona, do servidor Antônio Sérgio da Silva e demais servidores e colaboradores.

 Segundo o professor Martinez, os modelos estarão disponíveis para serem exibidos ao público no Museu de Ciência e Tecnologia da UNIFEI e devem ser identificados com a autoria dos alunos que participaram das atividades. Quanto à confecção de kits para serem utilizados em oficinas com crianças e adolescentes do Ensino Fundamental e Médio, o que depende do grau de complexidade de cada modelo, as atividades poderão ser desenvolvidas no Museu de Ciência e Tecnologia da UNIFEI ou mesmo em escolas públicas de Itajubá e/ou municípios interessados, e servirão como incentivo às gerações mais novas para se interessarem pela área da Engenharia. (FDLPM/ADC/SECOM-UNIFEI)