Nefti da Unifei realiza oficina sobre o Librário

A responsável pela aplicação da oficina foi Flávia Neves de Oliveira Castro.

A responsável pela aplicação da oficina foi Flávia Neves de Oliveira Castro.

Após as colocações de Flávia, os participantes foram organizados em grupos para poderem ter contato com o jogo e aprender mais sobre o Librário de maneira prática.

Após as colocações de Flávia, os participantes foram organizados em grupos para poderem ter contato com o jogo e aprender mais sobre o Librário de maneira prática.

O Librário é um jogo de pares de cartas, contendo os sinais da Libras, palavras em Português e imagens.

O Librário é um jogo de pares de cartas, contendo os sinais da Libras, palavras em Português e imagens.

O jogo foi desenvolvido por vários interessados no assunto, como a comunidade de surdos, intérpretes de Libras e representantes do meio acadêmico.

O jogo foi desenvolvido por vários interessados no assunto, como a comunidade de surdos, intérpretes de Libras e representantes do meio acadêmico.

O Auditório 1 do Instituto de Física e Química (IFQ), da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), foi o palco da “Oficina Librário: diversão e inclusão em Libras e Artes”, realizado pelo Núcleo de Estudos em Formação Docente, Tecnologias e Inclusão (Nefti), sob a coordenação da professora Dra. Paloma Alinne Alves Rodrigues Ruas.

O evento foi realizado como parte do projeto Corredor Cultural e contou com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Unifei, a coordenação de Rita Engler e Nadja Mourão e a assistência técnica da fotógrafa Sayara Sophia de Menezes.

A oficina foi dirigida a profissionais que trabalham com a Língua Brasileira de Sinais (Libras), como intérpretes e professores, e dela participaram cerca de 20 pessoas, incluindo professores da Unifei, da educação básica de Itajubá e região e de escolas de Educação Especial; representantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae); alunos de licenciatura em Pedagogia, Matemática e Química; psicólogas e representantes do Atendimento Especial Especializado (AEE), de Pouso Alegre – MG, além de outros interessados no assunto.

De acordo com a responsável pela aplicação da oficina, Flávia Neves de Oliveira Castro, o Librário é um jogo de pares de cartas, que contém os sinais da Libras, palavras em Português e imagens, e que foi desenvolvido em 2014 depois de uma pesquisa feita, por meio da qual descobriu-se que grande parte das pessoas não conheciam a Libras.

Flávia disse que a ideia da criação do jogo foi abranger a maioria das pessoas, que são ouvintes, para incluir a minoria, que são surdas. “O Librário possibilita o aprendizado de Libras para ouvintes, Português para surdos e Artes para todos”, disse Flávia, durante o início de sua apresentação aos participantes.

Em sua colocação, Flávia explicou que os surdos não são mudos e que, com treino, eles conseguem falar. “Eles são excluídos socialmente devido à dificuldade de comunicação, e a oralização não é uma opção factível na maior parte dos casos”, defendeu ela, para quem o ensino de Libras ainda é um pouco difícil, pois faltam materiais didáticos e recursos pedagógicos para auxiliar o ensino e a difusão dessa língua.

Segundo Flávia, o Librário foi desenvolvido por vários interessados no assunto, como a comunidade de surdos, intérpretes de Libras e representantes do meio acadêmico. “Usando ferramentas, conceitos e conhecimentos transdisciplinares, o Librário é divertido, simples e acessível”, detalhou ela.

Durante a oficina realizada, foram apresentados vídeos que tratam sobre assunto. O primeiro mostrou a história dos surdos no Brasil e no mundo. O segundo, da Fundação Banco do Brasil, apresentou o surdo como alguém que tem uma cultura própria, desconhecida pelas pessoas que ouvem, e divulgou o Librário como uma tecnologia social que pode ser aplicada em qualquer lugar.

Já o terceiro vídeo mostrou que o Librário é plural, não se fechando em uma única possibilidade, e que a arte pode promover a educação inclusiva.

Flávia Neves disse que ela e sua equipe estão promovendo essa tecnologia social constantemente na mídia, no meio acadêmico e em outras instituições e que o Librário já foi implantado em algumas escolas municipais e estaduais de Belo Horizonte e de Betim – MG.

Após as colocações de Flávia, os participantes foram organizados em grupos para poderem ter contato com o jogo e aprender mais sobre o Librário de maneira prática. Mais informações sobre o Librário podem ser obtidas pelo e-mail librariodaarte@hotmail.com ou na página do Facebook: https://www.facebook.com/librariodaarte/.

Sobre a responsável pela oficina

Flávia Neves de Oliveira Castro possui Licenciatura em Artes Visuais, pela Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Belo Horizonte – MG. Ela desenvolve pesquisa sobre design inclusivo para surdos desde 2013, quando ingressou como pesquisadora do Centro de Estudos em Design e Tecnologia (CEDTec).

Também é autora do Librário, sob a coordenação de Rita Engler e Nadja Mourão, e atuou em diversas oficinas e seminários com adultos e na escola regular do ensino básico da educação inclusiva com crianças, surdos e ouvintes. Dentro das unidades da UEMG, ministrou oficinas do Librário no curso de graduação em Artes Visuais, durante as aulas de Libras; no curso de doutorado, na disciplina de Design Inclusivo, da Escola de Design; em seminários na Faculdade de Educação e da Escola de Música, ambas da UEMG, e para a comunidade em geral no Seminário Libras PAM e em encontros do Projeto Libras na Escola e na Vida.

Flávia publicou artigos em revistas e congressos nacionais, como o artigo “Librário: Libras para todos”, na revista Arte, Educação e Inclusão, e outro sobre “Contribuições do Design para a inclusão escolar do surdo”. Ela ainda trabalhou no Museu Inhotim, onde teve uma experiência relevante com o universo da arte contemporânea e com mediações de conceitos e movimentos da arte brasileira e mundial.