Professor da Unifei recebe prêmios internacionais em reconhecimento ao seu trabalho

O professor Edson da Costa Bortoni recebeu, no início de 2019, dois prêmios de reconhecimento internacional.

 

 O professor Edson da Costa Bortoni, do Instituto de Sistemas Elétricos e Energia (ISEE) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), recebeu, no início de 2019, dois prêmios internacionais em reconhecimento ao seu trabalho. O primeiro foi concedido pela Power and Energy Society, do Institute of Electrical and Electronic Engineers (PES/IEEE) – Sociedade de Potência e Energia, do Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas – e o classifica como Distinguished Lecturer (DL) – Professor Distinto.

 O segundo reconhecimento é o prêmio 2019 Hydropower Foundation Educator of the Year – Educador do Ano – promovido pela Hydropower Foundation, sediada em Washington, nos Estados Unidos. No ano passado, o professor Bortoni já havia recebido o título de Fellow da International Hydropower Association (IHA), que é outra associação ligada à geração hidrelétrica.

Os prêmios

 O programa de Distinguished Lecturer, do IEEE, busca professores no mundo inteiro para ministrar aulas em tópicos atuais e de interesse aos diversos capítulos da PES/IEEE. Os professores são mundialmente reconhecidos em suas respectivas áreas de atuação pelo que têm desenvolvido ao longo do tempo.

 O programa auxilia no deslocamento de especialistas não disponíveis nos capítulos, melhorando o desempenho de suas atividades técnicas. Neste sentido, o professor Bortoni foi convidado para ministrar quatro cursos: Sensores para processos energéticos, Geração renovável com armazenamento de energia, Projeção de demanda e eficiência energética e Evolução de máquinas elétricas.

“Enquanto o IEEE é uma sociedade com mais de 300.000 associados, a Hydropower Foundation é a base preponderante para apoiar e desenvolver a principal fonte de energia renovável dos Estados Unidos, a energia hidrelétrica. A Fundação promove ativamente esta fonte de energia limpa, apoiando o trabalho na educação, pesquisa e desenvolvimento de recursos humanos. Através desses esforços, de modo impactante, mais escolas, empresas e trabalhadores estão obtendo acesso a informações significativas, oportunidades e pesquisas valiosas”, explicou o docente da Unifei.

 Segundo o professor, o reconhecimento como Educador do Ano é muito significativo e premia o trabalho que realiza em classe junto aos seus alunos. “Na verdade, fico orgulhoso pelos reconhecimentos recebidos, porém os méritos desse trabalho pertencem originalmente a nossa Universidade, pois começaram muito antes, em 1916, quando o professor suíço Dr. Fritz Hoffmann começou solicitar trabalhos de projetos de centrais hidrelétricas aos nossos alunos”, disse Bortoni.

O passado e o presente

 O docente lembrou que os melhores projetos desenvolvidos no passado se encontram atualmente no museu da Universidade, localizado no Complexo Histórico e Cultural da Unifei, na região central de Itajubá. “Vejo que os métodos de ensino empregados no passado, bem como o nível de exigência aos nossos alunos, estavam muito à frente do seu tempo”, comentou o professor.

 Bortoni disse que, atualmente, umas das etapas do projeto que realiza com seus alunos é levá-los ao museu para conhecerem como eram desenvolvidos os trabalhos antigamente. “O que eu fiz foi resgatar a proposição desses trabalhos, usando as facilidades tecnológicas que temos atualmente, tais como o acesso a dados de vazões via HidroWeb, uso de Modelos Digitais de Terreno e o uso extensivo de recursos computacionais. Enquanto o trabalho era feito ao longo de dois anos, hoje faz-se um projeto básico de uma central em apenas quatro meses, durante a ministração de uma disciplina”, completou o professor.

Discurso

 Confira o discurso enviado pelo professor Bortoni a Scott Ginesin, que o representou no evento de premiação da Hydropower Foundation e fez sua leitura:

 “Queridos colegas. Eu recebo este prêmio com muita alegria e orgulho. É algo surpreendente ser reconhecido por uma instituição tão especial nos Estados Unidos da América, onde a energia hidrelétrica desempenha um papel tão importante na matriz energética, e mais ainda agora, quando a geração renovável está ganhando cada vez mais importância.

 Eu represento a evolução dos meus ex-professores, pessoas que me ensinaram ao longo do tempo. Como diria Isaac Newton: ‘Estou sobre os ombros de gigantes’. Certamente, vou cometer um erro terrível em esquecer de citar alguém, mas não posso deixar de mencionar os principais professores que me conduziram nesta carreira, a saber: o professor Zulcy de Souza e o professor Afonso Henriques Moreira Santos. Também gostaria de lembrar meus colegas mais próximos, os professores Horta Nogueira, Jamil Haddad, Roberto Akira e Marcos Dias.

 A Universidade Federal de Itajubá, no Brasil, onde leciono, tem mais de cem anos. Ela foi criada sob o lema ‘Revelemo-nos mais por atos do que por palavras’. É o que tento fazer. Agora, tenho a responsabilidade de transmitir não só meus conhecimentos adquiridos aos novos alunos, mas também ensiná-los a usar, ao máximo, toda a nova tecnologia disponível. Portanto, não apenas aspectos teóricos, mas também a prática adquirida em dezenas de testes de campo é abordada em minhas aulas.

 Finalmente, gostaria de agradecer a Deus pelo que Ele tem feito em minha vida – eu tenho um relacionamento muito próximo com Ele! –; a quem me indicou para o prêmio, Scott Ginesin; Suzanne e Marcelo, da American Governor Company, e a minha família: Cristina, Beatriz e Luiza. Elas fazem valer a pena viver todos os dias!”.