Unifei assina contrato de transferência de tecnologia de queimador para biogás e metano

foto dos professores

Os professores Carlos Eduardo Sanches da Silva, José Wanderley Marangon Lima, e Dagoberto Alves de Almeida, ao lado de Sônia Maria de Brito Ribeiro, professor Hélcio Villa Nova e Carlos Augusto Silva Almeida, durante o evento.

assinatura do contrato

A assinatura de contrato de licenciamento do queimador atmosférico para biogás e metano para a empresa que desenvolverá o produto foi realizada na Reitoria da Unifei.

imagem do equipamento

O professor Dr. Hélcio Francisco Villa Nova e os alunos Júlio Patti Pereira e Oberdan Favilla Zerbinati com o protótipo do queimador atmosférico para biogás e metano.

Aconteceu na Reitoria da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), a assinatura de contrato de licenciamento do queimador atmosférico para biogás e metano para a empresa que desenvolverá o produto. A tecnologia foi desenvolvida nas dependências da instituição sob a coordenação do professor Dr. Hélcio Francisco Villa Nova, do Instituto de Engenharia Mecânica (IEM), e o Núcleo de Inovação e Tecnologia (NIT) da Unifei já havia realizado, em 2015, os procedimentos para a proteção da tecnologia junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Estiveram presentes no evento, os professores Dagoberto Alves de Almeida, reitor da Unifei; Carlos Eduardo Sanches da Silva, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, e José Wanderley Marangon Lima, do Instituto de Sistemas Elétricos e Energia (ISEE). Também participaram Maurício de Castro Govea da Silva, da Procuradoria Jurídica da Unifei; Sônia Maria de Brito Ribeiro, coordenadora do NIT; Carlos Augusto Silva Almeida, diretor executivo da empresa AMTK Soluções Tecnológicas, e o professor Hélcio Villa Nova.

Durante o evento, o professor Dagoberto Alves de Almeida destacou que na Europa, onde esteve recentemente, a transferência de tecnologia entre o meio acadêmico e as empresas é algo comum. Ele defendeu que “na época de dificuldades, deve-se trabalhar com mais empenho e é nessas horas que se conhece quem é competente, pois os amadores são colocados para fora”.

O reitor também disse que, tanto no meio acadêmico como nas empresas, devem ser priorizados o mérito e a ética, pois sem esta não se prospera em nenhuma atividade e o conhecimento não traz avanços. Ele também adiantou que em seu segundo mandato será dado foco para o ensino e a pesquisa, apesar de estarem previstos recursos financeiros menores para esse período.

O professor Marangon destacou que é preciso ainda desenvolver uma cultura quanto à importância da relação empresa-escola e que muitos professores ainda não entendem as necessidades que as empresas apresentam, o que influencia na preparação dos futuros profissionais para o mercado de trabalho. Ele também citou como vantagem para a Unifei o fato de ela ser ainda uma instituição pequena, o que permite os contatos e maior relacionamento entre seus membros e os diversos públicos.

Explicando detalhes sobre a tecnologia desenvolvida, o professor Hélcio Villa Nova disse que o queimador desenvolvido por ele e seus alunos na Unifei é superior aos queimadores convencionais que se encontram no mercado. Ele também adiantou que dará continuidade em seu trabalho com outras pesquisas na área da combustão, entre as quais destacou a que se refere a tomografia de chama.

Sônia Ribeiro, do NIT, disse na ocasião que “a realização do evento com a assinatura de contrato de licenciamento de know-how entre a Unifei e a AMTK Soluções Tecnológicas é significativo por ser o primeiro licenciamento realizado pelo NIT desde sua criação, em 2005”. E o diretor da empresa licenciada, Carlos Almeida, graduado em Engenharia Mecânica pela então Escola Federal de Engenharia de Itajubá, em 1995, manifestou a satisfação em poder produzir um equipamento cuja tecnologia foi desenvolvida nas dependências da Universidade.

O queimador desenvolvido

O protótipo do queimador atmosférico para biogás e metano foi confeccionado pelo professor Dr. Hélcio Francisco Villa Nova, do Instituto de Engenharia Mecânica (IEM) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), e os alunos Júlio Patti Pereira e Oberdan Favilla Zerbinati.

O objetivo é que ele seja utilizado nas instalações de tratamento de esgoto, de baixa, média e alta vazão, impedindo a elevada concentração desses gases, o que poderia causar incêndios e explosões, produzindo danos a elementos essenciais como tubulações e reservatórios.

O queimador foi construído em escala reduzida e testado nos laboratórios do Instituto de Recursos Naturais da Unifei. Segundo o professor, foram realizados vários testes preliminares de funcionamento, com foco na segurança, além de medições da vazão de gás a ser queimado e da temperatura na parte construtiva do aparelho, bem como a análise da estabilidade da chama.

Em entrevista concedida à Revista Minas Faz Ciência, edição 67, de setembro de 2016, o professor Hélcio explicou que o queimador desenvolvido “consegue trabalhar com larga faixa de vazão de gás, pois um sistema de aletas e um bico injetor, construídos com geometria específica, controlam a entrada de ar necessária à reação de combustão”.

Para obter mais informações sobre o queimador de biogás e metano desenvolvido na Unifei, acesse os links seguintes:

https://goo.gl/7Jz3Af

https://goo.gl/OBu1EN

https://goo.gl/3Js3V0