Unifei de Itabira promove ações de combate ao preconceito

Estiveram presentes no 4ª Arte Especial tanto membros da Unifei quanto habitantes de Itabira e região.

Na roda de conversa, professores, servidores e alunos puderam prestigiar o evento.

 

 Diversidade, racismo e desigualdade social. Estas foram algumas das pautas de dois eventos promovidos pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei), campus de Itabira, no mês de setembro, o “4ª Arte Especial” e uma mesa redonda intitulada “Consciência tem cor?”.

 Abrindo o mês de setembro, o 4ª Arte Especial consistiu em uma série de atividades que tiveram como principal objetivo combater qualquer tipo de preconceito, seja ele étnico, racial ou sexual. A ação foi organizada junto ao coletivo itabirano “Mulheres na Praça”, composto por mulheres que visam realizar eventos e debates sobre temáticas sociais.

 Nesse dia, estiveram presentes três projetos de extensão do campus: 4ª Arte, Engenheiros sem Fronteiras e Bateria Calangodum. O professor João Lucas da Silva, um dos coordenadores do 4ª Arte, explicou que uma das propostas era contribuir para “humanizar” a escola de Engenharia e aproximar a Universidade do município. O docente também falou sobre a importância da iniciativa diante do atual cenário do país: “O tema do evento, ‘Celebrando a Diversidade’, é de suma importância em um momento no qual o discurso de ódio vem tomando conta da nossa sociedade. A mensagem que tentamos passar, e que foi muito bem aceita pelo público, é de que a diversidade deve ser celebrada e faz parte da nossa riqueza”.

 Já em 12 de setembro, os projetos 4ª Arte e Sankofa Capoeira promoveram um debate sobre discriminação racial. Participaram da roda de conversa a pedagoga da Unifei, Cleide dos Reis; a historiadora Vanessa de Faria e o professor João Lucas da Silva. Os três palestrantes falaram sobre algumas vertentes desse grave problema social, como desigualdade, estereótipos e o sistema de cotas.

 Estudante de Engenharia de Materiais, Isabella Carolina participou da conversa e ressaltou como é fundamental fomentar este debate no ambiente universitário, citando o exemplo das cotas. “Sou mulher, negra, sempre estudei em escola pública e nunca tive muitas condições e perspectivas, então só estou na universidade hoje por causa das cotas. Para mim, debater esse tema é de extrema importância para as pessoas verem como vidas são transformadas a partir dessa política”, contou a aluna.

 Um grupo composto por alunos e funcionários negros da Unifei está criando um movimento que promete realizar outras ações relacionadas ao tema no campus. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail joaolucas.silva@unifei.edu.br