Unifei de Itabira promove evento sobre meditação para estudantes e servidores

A relação entre saúde mental e as redes sociais foi um dos temas do evento.

Segundo Roberto, a meditação em grupo é a opção mais aconselhável para quem deseja começar.

 

 Em meio à rotina da vida acadêmica, estudantes e servidores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), campus de Itabira, tiveram um momento para relaxar no último dia 22 de novembro, durante o evento “Cultive sua Atenção Plena”, com o terapeuta transpessoal Roberto Martins, que atua como coordenador do Centro de Estudos Budistas Bodisatva (CEBB) de Itabira.

 Durante uma hora, aproximadamente, todos se desligaram das suas atividades e participaram de um momento de meditação conduzido pelo profissional, além de aprenderem um pouco mais sobre o tema. De acordo com a psicóloga Marcelle Araújo, responsável pelo projeto, a ação tinha como foco apresentar práticas de melhoria de bem-estar físico e emocional por meio da técnica de atenção plena (mindfulness).

 Na oportunidade, Roberto Martins ressaltou que a meditação pode ser muito útil, tendo em vista o desgaste que permeia a atividade acadêmica. Ele disse que a adoção da prática vem se tornando comum dentro das instituições de ensino: “Universidades do Rio Grande do Sul e de São Paulo já possuem até pós-graduação voltada à meditação, além das empresas que estão difundindo a atividade pelos benefícios que ela traz”.

 O terapeuta ainda falou sobre o ambiente das instituições de ensino como a Unifei: “Em um campus universitário, estudantes e demais profissionais sofrem muita pressão e são desafiados constantemente, mas, a partir das técnicas de controle emocional, é possível administrar esse estresse de maneira natural”.

 Perguntado se a atividade pode auxiliar no autocontrole diante da busca por novas metas e desafios, algo comum no meio universitário, Roberto disse: “Nós não conseguimos evitar as decepções na nossa vida, são coisas que naturalmente ocorrem em algum momento. Porém, a meditação te prepara para saber lidar com isso”.

 O coordenador do CEBB foi além e explicou como a técnica pode preparar cada pessoa para possíveis frustrações. “É como ir surfar: você não vai conseguir controlar a intensidade de todas as ondas; algumas virão maiores, outras menores, mas você poderá se desvencilhar de todas”, explicou Roberto.