Aureliano Chaves

Aureliano Chaves

Antônio Aureliano Chaves de Mendonça nasceu em Três Pontas-MG no dia 13 de janeiro de 1929. Realizou o curso primário na Escola Professora Maria Augusta Vieira Correia e o colegial no Ginásio Municipal São Luís, ambas em sua cidade natal. Depois, transferiu-se para Itajubá, onde cursou o científico no Colégio de Itajubá e graduou-se em Engenharia Eletromecânica pelo Instituto Eletrotécnico de Itajubá (IEI), atual Unifei, em 1953.

Quando ainda era aluno, foi presidente do Diretório Acadêmico (DA). Nesta época (1952), liderou uma comissão composta por 42 acadêmicos que foram ao Rio de Janeiro, no Palácio do Catete, para falar com o então Presidente da República, Getúlio Vargas, e manifestar o interesse e apoio para a federalização do Instituto Eletrotécnico de Itajubá – IEI. Na ocasião, o Instituto passava por situação financeira difícil e corria risco de extinção. Vargas, diante da completa e exata exposição de Aureliano, prometeu o apoio solicitado e, assim, foi dado encaminhamento ao processo, sancionado pelo seu sucessor, Nereu Ramos.

Aureliano foi engenheiro de obras rodoviárias, entre as quais a ligação de Itajubá a São Bento do Sapucaí, e o serviço de terraplenagem do Aeroporto de Cumbica. Foi Chefe do Serviço de Obras da Prefeitura Municipal de Itajubá (1955-1956), professor titular da Escola Federal de Engenharia de Itajubá (1955-1982) e Diretor Técnico da Eletrobrás (1961). Em Belo Horizonte, foi Professor do Instituto Politécnico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Iniciou sua carreira política como deputado estadual pela UDN (1958-1966), integrando a linha ortodoxa do partido, ao lado de Carlos Lacerda, Afonso Arinos e Pedro Aleixo. Participou do golpe que depôs o presidente João Goulart em 1964. Foi eleito deputado federal (1966-1974), pela Arena, tendo sido membro e relator de várias comissões da Câmara, além de Presidente das Comissões de Minas e Energia, e Ciência e Tecnologia. Foi vice-presidente do Instituto de Pesquisas, Estudos e Assessoramentos do Congresso Nacional (IPEAC) e presidente de várias Comissões Mistas do Congresso Nacional.

Eleito governador de Minas Gerais por via indireta, em 1974, governou o Estado por quatro anos, conseguindo harmonizar as antigas forças divergentes do PSD mineiro e da UDN. Em 1978, foi escolhido vice-presidente do general João Baptista de Figueiredo. Na segunda crise do petróleo (1979), foi presidente da Comissão Nacional de Energia, por delegação do Presidente da República. Foi ministro de Minas e Energia no governo Sarney e defendeu a manutenção do programa brasileiro do álcool, o Pró-álcool.

Concorreu à presidência nas eleições diretas de 1989 pelo PFL, tendo como vice em sua chapa Cláudio Lembo, terminando o pleito em nono lugar com 600.838 votos. Após isso, decidiu formalmente se retirar da vida pública; mas, ainda assim continuou a exercer influência sobre seu estado natal e mesmo na nação.

Faleceu em 30 de abril de 2003, em Belo Horizonte, sendo sepultado em Itajubá-MG.

Referência:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aureliano_Chaves