Richard Bran

Richard Bran

Richard Bran

Richard Eduard Bran

Nasceu em Darmstadt, em 30 de abril de 1906, filho de Adolf Oswald Friedrich Bran e de Anna Louise Sophie Bran. Diplomou-se como engenheiro mecânico, em 1930, após cursar as Universidades Técnicas de Karlsruhe e Berlin, com especialidade em Machinenbau (Construções de Máquinas). Depois de cumprir estágios na construção da Usina Hidroelétrica de Shannon, na Irlanda, e em sala de máquinas de um navio cargueiro para a Indonésia, começou sua vida profissional na Siemens, em Berlin, e depois em Hamburg, em área diferente de sua especialização, face à crise sem precedentes pela qual passava a Alemanha. Foi este um fator determinante ao aceitar o convite que lhe foi feito em 1932 pelo então Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá, através de Herbert Lindenbein – professor do IEMI/IEI de 1923 a 1958 – para assumir o seu Laboratório Thermo-Hydroelectro (LTHE) inaugurado em 1928. Contava, então, apenas 26 anos de idade.

Professor das cadeiras de Mecânica Aplicada, Construção de Máquinas e Termodinâmica, tornou-se, ainda, o precursor no Brasil da cadeira de Desenho de Máquinas de Fluxo, além de responsável por uma nova mentalidade no ensino técnico, em que o professor aplicava o método intuitivo da ciência aos alunos, permitindo um aprofundamento de raciocínio até chegar à pesquisa.

Em 21 de junho de 1939, casou-se com Margot Berthold, com quem teve três filhas: Annemarie e Elke, nascidas em Itajubá, e Karim, nascida em Petrópolis.

De agosto de 1942 a abril de 1946 – período em que, juntamente com o Prof. Lindenbein, foi afastado da Escola por razões políticas decorrentes da 2ª Guerra Mundial – trabalhou como Chefe das Oficinas nas obras de construção do Hotel Quitandinha, em Petrópolis, onde era responsável pelos equipamentos e todas as suas instalações técnicas – sistemas de aquecimento, água e esgoto.

De 1956 a 1958 – período pós-federalização do IEI, com reformas estruturais impostas pelo MEC, segundo as quais o seu diploma teve de passar por um longo processo de reconhecimento no país, deu aulas de Máquinas de Fluxo e Mecânica das Fluidos no ITA, de São José dos Campos, como professor visitante convidado pela instituição. Neste mesmo período, foi também professor de Química no curso científico do Colégio Itajubá.

Regularizada sua situação, voltou à dedicação em tempo integral no IEI, onde permaneceu até se aposentar pelo MEC, em 1967, aos sessenta anos de idade. Foi então convidado a assumir a cadeira de Máquinas de Fluxo no ITA, onde permaneceu como professor por mais 20 anos. Em 1986, aos 80 anos de idade e 54 anos de magistério no Brasil, solicitou seu desligamento do ITA.

Em 1990, decidiu voltar para a Alemanha, onde permaneceu por mais oito anos, até o seu falecimento aos 92 anos de idade.

Hoje, como homenagem aos trabalhos prestados à Unifei, o Laboratório Thermo-Hydroelectro (LTHE), no qual Richard atuou com excelência, foi restaurado, tornando-se tornando um museu vivo que atende toda comunidade interna e externa à Unifei. O professor também dá nome a um edifício na universidade.

Referências:

Livro “Ao mestre com carinho”, de Marita Arêas e Luiz Fernando Tavares.

http://www.osuldeminas.com/osuldeminas/Pagina.do;jsessionid=1r1q0p1ir89yg?idSecao=54&idNoticia=13401

http://www.adunifei.com.br/adunifei/noticias/filha-do-prof-richard-bran-da-palestra-dia-21-de-novembro-na-unifei

http://www.aeitaonline.com.br/wiki/index.php?title=Richard_Bran

http://www.andifes.org.br/restauracao-do-laboratorio-termohidreletrico-marca-o-102-aniversario-da-unifei/