UNIFEI

Setembro Inclusivo é promovido pelo NAI e Nefti da Unifei

A mesa de abertura foi composta por Paloma Alinne Alves Rodrigues, Tiago Vitoi Esaú Ribeiro, Betânia Mafra Kaizer, Silvia Renata Teixeira Rodrigues e Neide Ribeiro Hiene.
A palestra de abertura, sobre “Educação Bilíngue de Surdos: considerações sobre políticas públicas de inclusão, práticas pedagógicas e comunidade surda”, foi ministrada pela professora Rosana Maria do Prado Luz Meirelles, de Niterói – RJ.

 

Participantes da abertura do Setembro Inclusivo.
Na abertura do Setembro Inclusivo, alunos fizeram apresentações musicais.

 

Coordenadores do evento com a equipe de intérpretes de Libras.

 

 Entre os dias 26 e 29 de setembro, o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) e o grupo de pesquisa Núcleo de Estudos em Formação Docente, Tecnologias e Inclusão (Nefti) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), promoveram, no campus sede, várias atividades durante o evento Setembro Inclusivo.

 Segundo a professora Paloma Alinne Alves Rodrigues, do Instituto de Física e Química (IFQ), coordenadora do NAI e do Nefti, em 2018, pela primeira vez, houve a reserva de vagas para pessoas com deficiência nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Assim, o campus sede da Unifei recebeu a primeira aluna com surdez e disponibilizou intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para aulas e eventos oficiais.

 Paloma entende que essa conquista para a comunidade surda merecia ser festejada por todos da Unifei e, pela primeira vez, foi possível a comemoração e prática do Setembro Azul, marcado por diversos eventos voltados para esse público e que foram realizadas dentro da proposta do Setembro Inclusivo.

Abertura do evento

 No dia 26 de setembro, no Centro de Estudos em Qualidade da Energia e Proteção Elétrica (Qmap), aconteceu a abertura do Setembro Inclusivo. Antes da composição da mesa, discentes dos cursos da Unifei e membros do NAI e do Nefti fizeram apresentações das músicas “Stand by Me”, “Por Onde Andei”, “Tocando em Frente” e “Trem Bala”.

 A mesa de abertura foi composta pela professora Paloma, do NAI e Nefti; Tiago Vitoi Esaú Ribeiro, diretor de Assuntos Comunitários e Estudantis; Betânia Mafra Kaizer, assessora de Assuntos Estudantis; Silvia Renata Teixeira Rodrigues, responsável pela 15ª Superintendência Regional de Ensino de Itajubá, e Neide Ribeiro Hiene, diretora da Escola Estadual de Educação Especial Novo Tempo. Também prestigiaram o evento, na plateia, os representantes da Câmara Municipal de Itajubá, vereadores Ricardo Zambrana e Kener Augusto Maia.

 Durante seu pronunciamento, Tiago Vitoi agradeceu a presença dos participantes e disse ter ficado feliz com o envolvimento dos organizadores da iniciativa. “É gratificante trabalhar no desenvolvimento desses eventos e ver o auditório cheio, com pessoas interessadas em questões sociais”, disse ele.

 A professora Paloma ressaltou um dos temas do evento, a surdez, e lembrou que o Setembro Inclusivo discutiria também sobre o autismo. A docente agradeceu aos integrantes do NAI e do Nefti e a todos os presentes pela participação.

 Em sua fala, a professora Betânia destacou que a inclusão é um assunto importante e de interesse da Universidade. Ela disse que espera ver o aumento de matrículas de alunos com deficiência e que a Unifei seja capaz de auxiliá-los durante a graduação.

 A superintendente de ensino Silvia destacou a importância de se discutir o tema da inclusão constantemente, de trabalhar essa questão e de colocá-la em evidência. Já a diretora Neide, da Escola Novo Tempo, parabenizou a todos pela iniciativa, “pois a inclusão é importante na vida daqueles que mais necessitam”.

Primeira palestra

 A palestra intitulada “Educação Bilíngue de Surdos: considerações sobre políticas públicas de inclusão, práticas pedagógicas e comunidade surda” foi ministrada pela professora Rosana Maria do Prado Luz Meirelles, dos Instituto Nacional de Educação dos Surdos (Ines), de Niterói – RJ, que destacou que a inclusão não deve ser feita apenas na escola, mas em toda a sociedade, de maneira geral.

 Rosana abordou também o conceito de equidade, diferenciando-o de igualdade, e fez reflexões sobre preconceito e estereótipos, compartilhando histórias que vivenciou durante sua jornada como docente. Segundo ela, tais experiências possibilitaram-lhe trabalhar essas questões e desenvolver práticas pedagógicas satisfatórias que contribuíram na formação de seus alunos.

Outras atividades

 No dia 26 de setembro, pela manhã, antes da abertura oficial do Setembro Inclusivo já havia sido realizada uma oficina sobre Libras Básico, com os professores Vicente Alves Filho e Débora Conceição Maciel da Silva.

 No dia 27, também de manhã, as professoras Wolkmar Guimarães Araújo e Alessandra Dias e a psicóloga Maria do Carmo Carneiro falaram sobre montagem descomplicada de currículo. Já no período vespertino, aconteceu uma palestra ministrada pela professora Cibele Faria Cunha, coordenadora de Controle Acadêmico na Unifei, que falou sobre “In/exclusão em contextos educacionais do PIBID: discursos que perpassam as práticas educativas”.

 Também, à tarde, houve uma mesa-redonda sobre “A perspectiva de licenciandos de Ciências da Unifei para atuar de forma inclusiva a partir dos conhecimentos construídos em um projeto de extensão”. A atividade contou com as participações de licenciandas de vários cursos: Carina Barbosa, de Matemática; Marcela Xavier, de Química; e Vanessa Correa, de Ciências Biológicas.

 Na manhã do dia 28, aconteceu a palestra “Autismo Infantil: critérios diagnósticos atuais”, ministrada pela Dra. Rozana Francisquine, da Faculdade de Medicina Itajubá. Durante a tarde, outra palestra, sob a responsabilidade do professor Guilherme Bastos, do Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologia da Informação (Iesti), tratou sobre aplicações e propostas em autismo computacional, e o minicurso “Tenho um aluno com TEA e agora?” foi ministrado pela pedagoga Vanessa Rodrigues.

 O último evento do Setembro Inclusivo, no dia 29, foi conduzido pela aluna Vanessa Correa, que falou das concepções atuais sobre o diagnóstico de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Durante a tarde, a estudante falou sobre adaptações curriculares que procuram auxiliar na prática educativa de alunos com deficiência.