A gerente-adjunta do Projeto Estruturador Rede de Inovação Tecnológica (RIT), Anna Flávia Bakô, reuniu-se na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, nesta semana com o secretário municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio de Itajubá, Francisco Pereira Braga e o reitor da Universidade Federal de Itajubá, Renato Nunes, membros do conselho de implantação do parque tecnológico, para deliberarem sobre o modelo de gestão e operação mais adequado para o Parque Científico e Tecnológico de Itajubá (PCTI). Foram mais de oito horas de reunião para finalizar o projeto, que é fruto de seis meses de trabalho, sob coordenação da DM&P que, através da metodologia Desdobramento da Função Qualidade (Quality Function Deployment ou QFD) mapeou, através das demandas dos parceiros e usuários, as possibilidades de modelo a serem adotados. Para definir o modelo, a consultoria DM&P apresentou a análise de sustentabilidade social que comparou os resultados encontrados para os indicadores de sustentabilidade do PCTI com alguns indicadores econômicos do município de Itajubá, mostrando que o projeto trará oportunidades de impacto para a cidade. Segundo os números apresentados, a estimativa é que o parque de Itajubá seja responsável pela criação de 8,2% dos postos de trabalho do município e por 8,3% do PIB gerado na cidade, além de 22 milhões em arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais. A DM&P atua na construção dos modelos de gestão de todos os parques tecnológicos que estão sendo construídos pelo Governo de Minas em parceria com universidades federais, prefeituras, Sebrae e Fiemg, entre outros parceiros. A avaliação de sustentabilidade de governança indica que o PCTI está com o caminho traçado e com a implantação em evolução. Já foram investidos R$32,5 milhões nas duas primeiras fases de implantação do parque. O governo de Minas investiu na urbanização do parque e na construção e instrumentalização dos três Centros de Estudos, Investigação e Inovação (CEIIs) e do Condomínio de Empresas, sendo que o CEII de Qualidade e Compatibilidade Elétrica está ainda em fase de construção. A caracterização do parque está sendo feita de acordo com o Strategigram da Associação Internacional de Parques Científicos (IASP), a qual todos os parques mineiros foram afiliados e o que torna as iniciativas mineiras mais próximas do que há de mais moderno no mundo em relação aos ambientes de inovação que estão sendo construídos em Minas. A IASP é a maior entidade mundial de parques. Para a caracterização, foram levados em conta a localização geográfica, fluxos de conhecimento e tecnologia, priorização das empresas, especialização setorial, priorização de mercados, trabalho em redes, governança e gestão. Uma das ações empreendidas foi a realização de uma pesquisa qualitativa com todos os parceiros envolvidos na criação do parque tecnológico de Itajubá. Os stakeholders esperam que o parque possa ser sustentável e promover sustentabilidade, gerando riqueza para a sociedade. Já na visão das 60 empresas da região de Itajubá consultadas, o parque deve promover o desenvolvimento e cadeias produtivas, promover a interação entre empresa e universidades, facilitar acesso a tecnologias e a infra-estrutura para desenvolvimento tecnológico, facilitar o acesso ao conhecimento acadêmico gerado nas universidades, dar suporte ao desenvolvimento de produtos inovadores, facilitar acesso a profissionais qualificados e ser uma fonte de conhecimento e tecnologia. No teste de conceito, o grau de satisfação das empresas da região em relação ao PCTI é de 97% de acordo com a pesquisa realizada pela DM&P entre novembro e dezembro de 2010. Esse teste tem a mesma metodologia utilizada para inserir um produto novo no mercado.
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