UNIFEI

Palestra Sobre Saúde Vocal É Realizada Na Unifei

 

 

 A Divisão de Assuntos Comunitários (DAC) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) promoveu a palestra “Saúde Vocal”, com a fonoaudióloga Ana Daniela Barbosa, especialista em Motricidade Orofacial e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional. Os servidores de Itabira puderam acompanhar por videoconferência a palestra, que aconteceu em três horários.

 Os organizadores do evento disseram que a iniciativa da palestra se deve ao fato de que a fala é o instrumento mais utilizado para transmitir o saber, além de que os servidores docentes e técnico-administrativos estão propensos a apresentar alterações nas cordas vocais pelo uso frequente da voz.

 Ana Daniela destacou em sua fala assuntos como higiene, aquecimento e desaquecimento da voz, qualidade vocal e estratégia para uma melhor comunicação, apresentando orientações e dicas para o cuidado com a voz. Segundo a palestrante, caso não seja tratado com o devido cuidado, o aparelho fonador, responsável pela produção da voz, pode apresentar nódulos vocais – os chamados calos – e edemas, que são inchaços das pregas vocais, entre outras alterações.

 Para ela, a higiene vocal auxilia as pessoas a utilizarem a voz com o mínimo esforço e o máximo rendimento. Para isso, a hidratação é fundamental, sendo indicado que cada pessoa beba de 7 a 8 copos de água por dia, em temperatura ambiente, o que faz com que as pregas vocais apresentem maior flexibilidade e melhor vibração.

 A fonoaudióloga disse que algumas atitudes podem prejudicar o bom desempenho da voz, como falar com ataque vocal brusco, golpeando uma das pregas vocais; tossir ou pigarrear excessivamente e falar em ambientes ruidosos ou abertos, aumentando a intensidade da voz. Além disso, Ana Daniela alertou que fumar ou falar muito em ambientes de fumantes; falar excessivamente durante quadros gripais ou crises alérgicas e utilizar álcool em excesso podem afetar a voz.

 Outras ações que prejudicam a qualidade vocal, segundo a palestrante, são: cantar ou falar cantar excessivamente no período menstrual; fazer uso de anticoncepcionais e medicação para reposição hormonal; apresentar alterações da tireoide, como o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo; fazer uso de aspirinas e calmantes e, de maneira geral, falar demasiadamente.

 A fonoaudióloga orientou que para manter a voz saudável, deve-se evitar alimentos pesados e pigmentados e que a dieta deve ser rica em proteínas, para que a estrutura vocal adquira vigor e força muscular. Ela alertou que, antes do uso profissional da voz, deve-se evitar o consumo de alimentos como leite e seus derivados, chocolates e achocolatados e frituras, os quais aumentam a produção de muco.

 A palestrante defendeu que a voz é a identidade de cada pessoa e que, portanto, deve-se procurar manter um estado emocional saudável para que ele não seja refletido constantemente na maneira de falar. Além disso, ela orientou que quando alguém apresenta rouquidão por mais de uma semana sem melhoras e sem uma causa aparente, deve procurar um médico otorrinolaringologista para uma avaliação da estrutura de sua laringe e, depois, fazer acompanhamento com um fonoaudiólogo.

 Ana Daniela também apresentou alguns exercícios para a voz que podem ser feitos de acordo com a necessidade e concluiu lembrando a necessidade de que cada pessoa deve cuidar de sua saúde como um todo, pois qualquer problema manifestado no corpo pode ser prejudicial, de alguma forma, à saúde vocal.

 Após suas colocações, a fonoaudióloga respondeu a perguntas dos participantes sobre assuntos diversos, como causas de mudez, comprometimento vocal devido a acidente vascular cerebral, quadros alérgicos, aumento do volume da voz e uso de enxaguantes bucais, entre outros.