





No dia 1º de setembro, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, localizado na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, promoveu a primeira experiência de mutirão de limpeza de praias, costão rochoso e trilhas. A ação foi realizada em Trindade, nas praias do Meio e Caixa d’Aço, além de trilhas e Piscina Natural, e contou com a participação de 44 pessoas, entre voluntários, equipe do Parque e pesquisadores da Sala Verde LEAS (Laboratório de Educação Ambiental e Sustentabilidade), do Instituto de Recursos Naturais (IRN) da Universidade Federal de Itajubá (Unifei).
O planejamento e a coordenação do mutirão foram realizados juntamente com a Sala Verde LEAS (IRN – Unifei), coordenada pela professora Daniela Riondet-Costa; a Associação de Moradores de Trindade (Amot); a Associação de Barqueiros de Trindade (Abat); a Associação de Surf de Trindade (AST) e a ONG Caxadaço Bocaina Mar. A SOS Mata Atlântica apoiou o mutirão com a doação de camisetas e equipamentos para a coleta dos resíduos.
O objetivo da atividade foi limpar os locais do Parque Nacional que recebem maior visitação. Foram coletados resíduos nas areias das praias, escondidos entre rochas e jogados na vegetação ao longo das trilhas. O trabalho resultou em mais de 600 quilos de resíduos dos mais variados tipos, que tiveram sua destinação adequada.
O material reciclável coletado foi doado para a Cooperativa de Catadores de Paraty. A maior parte do lixo encontrado era constituído de embalagens de bebidas, como latas, vidros e garrafas PET, além de sacolas plásticas, embalagens de biscoitos, resíduos de apetrechos de pesca e bitucas de cigarro, mas também foram recolhidos absorventes, fraldas descartáveis e restos de comida.
Segundo um dos coordenadores do mutirão, o analista ambiental Thiago Rabello, o mutirão foi um sucesso tanto por deixar as praias e trilhas de Trindade limpas, o que minimiza os impactos negativos sobre a fauna e flora e sobre a experiência dos visitantes na região, quanto pela participação de muitos voluntários e de instituições interessadas na conservação do meio ambiente.
Os resíduos sólidos deixados nas praias e trilhas podem ser confundidos com alimentos e consumidos pelos animais silvestres terrestres e marinhos, o que, muitas vezes, acaba por levá‐los à morte. Além disso, há inúmeros casos em que os animais se enroscam nesses resíduos, sofrendo deformações permanentes.
* Matéria produzida com informações retiradas do site: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/9954-mutirao-de-limpeza-recolhe-600-kg-de-residuos-em-praias.