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Unifei participa da competição de programação ACM-ICPC nos Estados Unidos

 Em 2017, a equipe Epic Coders, da Universidade Federal de Itajubá, liderada pelo professor Roberto Affonso da Costa Júnior, do Instituto de Matemática e Computação (IMC), participou, pela primeira vez da competição International Collegiate Programming Contest (ICPC), da Association for Computing Machinery (ACM), na sua fase mundial em Rapid City, nos Estados Unidos.

 A ACM foi fundada em 1947 como a primeira sociedade científica e educacional dedicada à computação e a ACM-ICPC é uma competição anual de programação entre universidades do mundo todo, que é patrocinada pela IBM, com sede na Universidade Baylor e regiões autônomas em todos continentes.

 A ACM convidou o professor Roberto Affonso, que assessora a equipe da Unifei, para explicar o caminho percorrido por ela para chegar à final. Segundo ele, os alunos tiveram um bom desempenho em sua primeira participação no ICPC. A entrevista concedida apresenta “uma história inspiradora de perseverança, análise e desenvolvimento que teve resultados significativos”, segundo o ICPC News.

A entrevista

 O professor Roberto Affonso iniciou a entrevista, apresentando a Unifei como uma universidade do interior do Estado de Minas Gerais. Ele também disse que o professor Edmilson Marmo Moreira, do Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologia da Informação (Iesti), havia iniciado o projeto Maratona de Programação na Universidade em Itajubá. “No Brasil, vamos primeiro aos campeonatos regionais, e depois avançamos para a final brasileira”, explicou o professor, informando que em 2017 seria a 10ª vez que a Unifei iria a uma final brasileira.

 O professor contou que em 2011, na final brasileira, em uma reunião com todos os treinadores de Minas Gerais, descobriu-se que os alunos treinavam seriamente em agosto, ou seja, somente no segundo período do ano para o teste regional da maratona brasileira. “Para acabar com este problema, decidimos criar um concurso. Então, em maio de 2012, foi realizada a primeira Maratona de Programação. Apenas as equipes do Estado de Minas Gerais participaram, mas a equipe da Unifei não teve bons resultados”, disse o professor.

 Roberto Affonso disse que, em 2013, essa equipe mudou, mas terminou em segundo na Maratona Mineira de Programação, lutando em igualdade com as duas equipes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que estavam em primeiro e terceiro lugares. “A equipe campeã foi para a maratona mundial para representar o Brasil”, disse o professor.

 O entrevistado disse que, com esse resultado e acolhendo ideia do professor Edmilson, a Unifei convidou o aluno Gabriel Luís Mello Dalalio, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos – SP, finalista mundial, para ensinar algumas novas técnicas de programação aos alunos de Itajubá. “O resultado desse ano foi incrível e mostrou que estávamos no caminho certo. Além disso, a equipe Epic Sax Guys foi criada com estudantes que confiaram no projeto e estudaram arduamente para alcançar a Copa do Mundo”, detalhou o professor.

 Roberto Affonso disse que, em 2014, esta equipe tinha ficado em segundo lugar na Maratona Mineira de Programação. “Mais uma vez, nós melhoramos a nossa posição na final brasileira. Estes resultados foram encorajadores, e os estudantes foram, pela segunda vez, treinar com as equipes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que tinham ido para a Copa do Mundo”, disse o professor.

 Ele também revelou que a equipe de 2015 foi campeã da Maratona Mineira de Programação. “Para melhorar, trouxemos o estudante Stefano Tommasini para treinar os meninos para o regional. Conseguimos o quarto lugar nessa fase e o décimo primeiro lugar na fase final do Brasil”, contou Roberto.

 O professor disse ainda que em 2016, o time foi novamente campeão da Maratona Mineira de Programação, ficando em quinto lugar na fase final da Maratona de Programação Brasileira e conseguindo vaga para a final da Copa do Mundo de 2017.

 Segundo o professor “para se chegar às finais mundiais nas competições é preciso ter vontade, unidade, determinação, motivação, amizade e muito, muito estudo”. Roberto também disse que nunca se deve desistir diante dos resultados não satisfatórios. “Nós descobrimos que temos de treinar muito e participar de muitas competições para que possamos ficar motivados”.

 Por fim, ele agradeceu a Fúlvio Abrahão, Thiago Carvalho e Júnior Andrade: “Estes três sempre se dedicaram ao projeto de Maratona de Programação, que hoje chamamos Epic Coders”.

 A entrevista dada pelo professor da Unifei foi divulgada mundialmente pelas mídias sociais da ACM, como Facebook, Instagram e LinkedIn.

*Texto produzido com base na entrevista editada pelo ICPC News.

Em 2017, a equipe Epic Coders, da Unifei, participou, pela primeira vez da competição International Collegiate Programming Contest (ICPC), da Association for Computing Machinery (ACM), na sua fase mundial em Rapid City, nos Estados Unidos.