Empreendedorismo, matemática financeira, contabilidade, marketing são algumas áreas do conhecimento dos estudantes do curso de Administração na Unifei (Universidade Federal de Itajubá). Além destas disciplinas comuns a graduação, os alunos do 5º período estão aprendendo um conceito que embora não esteja na grade é de grande importância na formação de profissionais e cidadãos, a solidariedade.
Na disciplina de Empreendedorismo Social, lecionada pela professora Andrea Mineiro, os alunos criaram projetos sociais para beneficiar nove instituições de Itajubá. O Presídio, a Casa de Recuperação Nova Jerusalém, o Asilo Vila Vicentina, o Lar Primeiro Passo, a ONG Resgacti, o Centro de Apoio Nossa Senhora do Sagrado Coração (antiga Granja), a ONG Projeto Caravela, ONG CAIDI, e a ONG CONE (Convívio Nova Esperança).
Os alunos escolheram uma instituição sem fins lucrativos, conheceram sua e realidade e identificaram os aspectos falhos. Depois desta etapa, planejaram e executaram um trabalho que fizesse diferença na realidade dessas entidades.
Segundo a professora da disciplina Andrea Mineiro, o objetivo era desenvolver projetos sociais de alto impacto durante o semestre. Para a docente “os alunos se desenvolveram pessoalmente, pois encontraram realidades muito diferentes das que vivem e começaram a valorizar ainda mais seu ambiente. Além disso, eles tiveram que correr atrás dos objetivos de seu projeto, já que todo projeto precisava ser realizável e nessa corrida desenvolveram habilidades empreendedoras como iniciativa, persistência, perseverança e trabalho em equipe”.
Ainda de acordo com a professora, o Empreendedorismo Social é a capacidade do indivíduo de concentrar seus esforços e habilidades em benefício do outro ou de uma instituição, somente pela vontade de ter feito a diferença. “A universidade tem o papel de formar cidadãos melhores, mas para isso, nós docentes, precisamos criar formas desses ‘garotos’ se desenvolverem e serem realmente causadores de mudanças”.
Para o aluno Guilherme Aniceto, que atuou na Casa de Recuperação Nova Jerusalém, com a criação de uma biblioteca para a instituição, o grande legado deixado pelo projeto social foi o impacto causado nos alunos. “Despertou em nós alunos a necessidade e capacidade de ajudar a quem precisa de alguma forma. E também na sociedade como um todo, que pôde acompanhar a evolução de cada projeto, sendo sensibilizada a ajudar também. Foi uma oportunidade única para aqueles que a agarraram e puderam fazer a diferença em Itajubá”.
Já para o aluno Douglas dos Santos Souza, que atuou ONG Projeto Caravela, é fundamental que o universitário, ao sair da graduação, tenha em mente que é um brasileiro diferenciado. “A grande maioria das pessoas no país não possue a oportunidade de estudar e se formar bem. São, então, nessas pessoas ‘com diploma na mão’, que o futuro do Brasil depende. É aí que os projetos sociais tornam-se peça-chave, pois possibilitam que o estudante viva um pouco da realidade de outras pessoas”- acentuou o estudante.
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