UNIFEI

[:pb]Implantação de sistemas integrados consolida área de Tecnologia da Informação e Comunicação da Unifei[:]

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Equipe de servidores e estagiários que atuam na DSI da Unifei.
Equipe de servidores e estagiários que atuam na DSI da Unifei.

O professor Enzo, à frente, junto a alguns servidores da DSI no local onde estão instalados alguns clusters de unidades da Unifei.
O professor Enzo, à frente, junto a alguns servidores da DSI no local onde estão instalados alguns clusters de unidades da Unifei.
Clusters instalados no DSI, onde há um ambiente propício para a manutenção e segurança dos equipamentos.
Clusters instalados no DSI, onde há um ambiente propício para a manutenção e segurança dos equipamentos.

A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) passou a usufruir, nos últimos anos, de uma infraestrutura de internet para apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão, que está sob a responsabilidade da Diretoria de Suporte à Informática (DSI).

Segundo o professor Enzo Seraphin, diretor da DSI, existe a preocupação de que essa infraestrutura de internet seja igualitária para todos os usuários da Universidade. “Dessa maneira, a oferta da conectividade procura ser bastante homogênea, atendendo desde locais que demandam muitos recursos até aqueles que demandam menos”, explicou Enzo.

O professor informou que para conectar um maior número de usuários à internet está sendo consolidada, neste semestre, a expansão da rede sem fio com cobertura nas salas de aula, o que permitirá que usuários possam usufruir de uma internet segura, mesmo estando em mobilidade, e sem necessidade de gastos com planos de dados de operadoras de telefonia.

Ele disse que a conectividade externa, que é uma parceria com a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), atualmente é de 1 GB e suporta a demanda da Unifei. No entanto, para evitar seu saturamento e minimizar a perda da conectividade, está havendo uma ampliação da banda interna para 10 GB com a segmentação da topologia de roteamento. “Dessa maneira, a Unifei entra para o grupo das universidades brasileiras que dominam a tecnologia 10 GB”, disse o professor.

Enzo adiantou que a nova rede da Unifei possibilitará que os usuários troquem arquivos com grande quantidade de dados instantaneamente e que seja adotada uma solução com desktops virtuais, por meio da qual o usuário poderá utilizar o mesmo ambiente de trabalho em qualquer computador e em qualquer lugar, além de uma nova tecnologia centralizada e integrada para capturar imagens de câmeras de monitoramento em alta resolução.

De acordo com o diretor da DSI, o amadurecimento na área de Tecnologia da Informação e Comunicação aconteceu também com a consolidação da implantação dos sistemas integrados que, desde meados de 2016, está sendo feita por servidores do quadro da Unifei. “Nessa etapa, está sendo mantida parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sem a contratação de empresa terceirizada”, detalhou o professor.

Segundo o diretor, a capacitação e a renovação da equipe de tecnologia da informação (TI) com nove servidores permitiram que a Unifei alcançasse essa desejada autonomia na sustentação do software de grande complexidade utilizado nesses sistemas. Ele também disse que “desde o início do ano, a equipe de TI da Unifei disponibilizou dois módulos em ambiente de produção, sendo que outros dois estão sendo preparados para a utilização dos usuários”.

O professor informou que, atualmente, a Unifei possui um sistema integrado com grande número de módulos operando e que proporciona a padronização dos procedimentos do ambiente de trabalho, reduzindo custos com a burocracia interna e retrabalho, além de possibilitar o aumento da produtividade. Outra característica é que a centralização dos dados em um único local permite que a alta gestão da Unifei analise relatórios gerenciais com dados em tempo real.

Enzo revelou que “um dos eventos mais aguardados do sistema integrado, que acontece semestralmente, é a seleção de disciplinas que serão cursadas pelos alunos de graduação, conhecida pelos veteranos como solicitação de matrícula”. Esse evento envolve a alta disponibilidade do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) com uma tecnologia desenvolvida pelos servidores da DSI, que, no primeiro semestre de 2017, suportou a demanda de 66 mil solicitações nas fases de matrícula e rematrícula.

O professor reconheceu que o sistema integrado acaba por gerar muitas dúvidas na comunidade da Universidade, e disse que, para atender essa demanda, a DSI disponibiliza uma Central de Serviços, que registra, orienta ou soluciona cada chamado aberto pelos usuários. Segundo ele, a Central de Serviços da DSI atendeu no ano de 2016 o total de 10.849 chamados por ano, ou seja, 41 chamados abertos e finalizados a cada dia.

O diretor também relatou que outra atividade de grande importância realizada pela DSI é a organização do planejamento de compras de TI, que é baseado em um calendário que permite que a Universidade ajuste seu orçamento às necessidades da atividade-fim. “Graças a essa organização, hoje a Unifei tem consolidado um parque de equipamentos de alta qualidade com baixa taxa de indisponibilidade”, destacou o professor. Enzo disse ainda que, não menos importante que os demais progressos, a comunidade acadêmica conta também com a gestão dos contratos e de equipamentos da telefonia do campus sede, que são geridos pela DSI. “O sistema telefônico oferece aos usuários da Unifei um canal de comunicação de rápido acesso”, garantiu o professor.

Clusters

Segundo o professor Enzo, há três clusters instalados no DSI, pertencentes a unidades da Unifei, além de outros menores que estão isolados, cada um em sua unidade. Um cluster é um grupo de coisas, objetos ou de atividades semelhantes que se desenvolvem conjuntamente e no qual fica entendida a ideia de junção, união e integração. Como exemplo de cluster pode ser citado uma rede de computadores interligados ao servidor.

“Os equipamentos de um cluster são mais caros e sensíveis que os computadores pessoais e precisam de grande poder de processamento para fazer alguns experimentos e simulações. Os usuários usam um programa em suas salas, enviam uma tarefa para o cluster, que processa e retorna com uma resposta. Então, eles querem que as máquinas estejam acessíveis, e na DSI, há um ambiente propício para a manutenção e segurança desses equipamentos”, detalhou o professor Enzo.

Uma das unidades que mantêm seus equipamentos na DSI é o Laboratório de Astrofísica Computacional (LAC). que, em 2015, colocou em operação um pequeno cluster, batizado de Giskard, equipado com seis nós de cálculo com 40 CPUs a 2,20 GHz e memória (RAM) de 94,57 GB, e um headnode com 4 CPUs a 1,87 GHz e memória de 15,70 GB, totalizando 244 processadores e mais de 500 Gb de memória. Seu objetivo é dar impulso na pesquisa do LAC, assim como de toda a comunidade acadêmica, que tem como ferramenta central a computação de alto desempenho.

A elaboração do projeto para instalação desse cluster contou com a participação de pessoas ligadas aos programas de pós-graduação e à DSI, permitindo que o equipamento fosse adquirido e alojado com a melhor relação custo-benefício possível, levando-se em conta a infraestrutura atual da Universidade.

“Por ser um equipamento multiusuário eficiente, seria imprescindível que sua gestão fosse feita por pessoal com competência para tal. O argumento por traz disso é simples: em geral, os pesquisadores querem gastar tempo com questões científicas específicas e não com gerenciamento e configuração de equipamentos que lhe permitem abordar essas questões”, explicou o professor Hektor Sthenos Alves Monteiro, do Grupo de Astrofísica do Instituto de Física e Química (IFQ) da Unifei.

Desde o início do projeto, Hektor manteve conversas com o diretor da DSI, professor Enzo, para definir estratégias que iam desde a configuração do equipamento que pudesse suprir as necessidades dos envolvidos até as opções de suporte que seriam ofertadas.

O equipamento adquirido foi instalado na sede da DSI, como acordado, onde permanece desde então. “Hoje, a gerência do cluster é toda feita pela DSI, que define estratégias baseadas nas necessidades de pesquisa que lhe são repassadas pelo IFQ. Creio que, para todos, tem sido um processo de aprendizagem proveitoso para trabalhar com esse equipamento em modo compartilhado. Ainda existem muitas coisas que precisam evoluir, mas estamos indo passo a passo para desenvolvermos essas competências sem atropelo”, disse o professor Hektor.[:]