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[:pb]Curso de Engenharia de Bioprocessos da Unifei recebe o Conceito 5 em avaliação do MEC[:]

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Alunos do curso de Engenharia de Bioprocessos da Unifei.

Da esquerda para a direita, professores do curso de Engenharia de Bioprocessos da Unifei: Luciano Jacob Corrêa, Luiz Carlos Bertucci Barbosa, Guilherme Youssef Rodriguez (coordenador), André Aguiar Mendes e Marcelo Chuei Matsudo.
O Curso de Engenharia de Bioprocessos da Unifei recebeu o Conceito 5 do MEC.

 Recentemente, o curso de Engenharia de Bioprocessos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) recebeu Conceito 5, o máximo na avaliação de reconhecimento feita pelo Ministério da Educação (MEC).

 Segundo o professor Guilherme Youssef Rodriguez, coordenador e presidente do Núcleo Docente Estruturante desta graduação na Universidade, há 22 cursos de Engenharia de Bioprocessos no Brasil, sendo que o da Unifei ocupa o 1º lugar no ranking de Conceito de Curso do Ministério da Educação, informação que foi retirada do banco de dados do MEC em novembro de 2017.

 Para o professor Guilherme, “esse conceito máximo indica que o curso de Engenharia de Bioprocessos está no caminho certo em termos de conteúdo e metodologia, com um projeto pedagógico consistente e alinhado com as tendências mundiais dessa área, e é o resultado do esforço de docentes e discentes que vestiram a camisa do curso”.

Características do curso da Unifei

 O coordenador informou que em 2017 havia 95 alunos matriculados na Universidade. O curso conta com seis docentes específicos de Engenharia de Bioprocessos, mas, no total, são 33 atuantes nas mais diversas disciplinas, dentre os quais alguns são ex-alunos da Unifei.

 De acordo com o professor Guilherme, alguns diferenciais apresentados para que o conceito fosse alcançado foram a infraestrutura do curso, considerando-se que ele é novo; o uso dos laboratórios para atividades de ensino e não somente de pesquisa/extensão; a atuação de professores novos; a alta porcentagem de docentes com doutorado; a implementação da Semana da Bioengenharia (Sebien), que faz parte do Seminário de Recursos Naturais, promovido pelo Instituto de Recursos Naturais (IRN); o engajamento dos alunos na InovaJr., empresa júnior dos cursos de Engenharia de Bioprocessos e Engenharia Química, e a participação expressiva de docentes e discentes no processo de reconhecimento.

 O professor ressaltou que durante a Sebien, profissionais da área da Engenharia de Bioprocessos ministram palestras e minicursos, sendo uma grande oportunidade de os alunos terem contato com o mercado e as tendências crescentes na área de bioprocessos industriais e tecnológicos. “Além disso, destaco a InovaJr., pois é muito importante que os alunos tenham a vivência do ambiente empresarial, com cargos, diretorias, responsabilidades e metas. Sabendo da grande importância que essa atividade de extensão tem na formação profissional deles, pois é exigência de boa parte do mercado de trabalho, aceitei o convite feito pelos próprios discentes para ser tutor da InovaJr. Sinto-me privilegiado em fazer dessa empresa, com alunos motivados e dedicados”, detalhou o professor.

 Segundo Guilherme, a internacionalização da Unifei, por iniciativa da Secretaria de Relações Internacionais (SRI), foi também um fator de grande destaque. “Os alunos do curso de Engenharia de Bioprocessos que tiveram oportunidade de fazer intercâmbio fora do país, por exemplo, deram um feedback muito positivo”, explicou o coordenador.

 O professor disse que, de forma geral, os destaques do curso são as atividades extracurriculares que a Unifei oferece aos discentes, como seminários, mesas redondas, eventos culturais, de conscientização, esportivos e de lazer e os inúmeros projetos de extensão. “Sempre há o que fazer na Unifei além dos conteúdos curriculares”, disse ele.

A Engenharia de Bioprocessos

 O coordenador também expressou seu desejo de que “toda a comunidade estivesse ciente sobre o que é o curso de Engenharia de Bioprocessos, pois, por se tratar de um curso tradicional fora do país e novo aqui no Brasil há muitas ideias equivocadas sobre ele”.

 Segundo o professor, a Engenharia de Bioprocessos lida com processos geralmente industriais que envolvem o uso de entidades biológicas, como microrganismos e enzimas, empregando conhecimentos tradicionais de um curso de Engenharia. “Portanto, mesmo tratando-se de bioprocessos, somos ainda um curso de Engenharia com fortes bases matemáticas. O engenheiro de Bioprocessos trabalha com microrganismos, bioquímica, equações matemáticas, equipamentos industriais, tecnologia e empreendedorismo”, detalhou.

 Guilherme aproveitou a oportunidade para fazer seus agradecimentos à comunidade acadêmica em vista do Conceito 5 recebido do MEC. “Agradeço a todos os colegas docentes que contribuíram no processo de reconhecimento, a todos os alunos que se empenharam nessa fase única do curso e ao Centro Acadêmico da Engenharia de Bioprocessos (CAEBP), que sempre esteve ao lado da coordenação e motivou seus colegas nesse momento importante. Agradeço também aos colegas docentes de todos os cursos da Unifei que contribuem tanto conosco, à Reitoria, à Pró-Reitoria de Graduação e ao Instituto de Recursos Naturais pelo apoio prestado”, finalizou o professor.

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