Unifei executará projeto nas regiões Antártica e Equatorial da América do Sul

 A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) será a instituição executora de um projeto de pesquisa que estudará a dinâmica e as conexões associadas dos processos atmosféricos relacionados à distribuição da camada de ozônio, radiação UV e aerossóis entre as regiões Antártica e Equatorial da América do Sul.

 Coordenado pelo professor Marcelo de Paula Corrêa, diretor do Instituto de Recursos Naturais (IRN), o projeto faz parte do Programa Antártico Brasileiro (ProAntar), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), gerido pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm), que tem presença no continente da Antártica e no oceano Austral ou Antártico.

 O projeto envolve pesquisadores, técnicos e estudantes da Unifei, dos institutos Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), das universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN), do Oeste do Pará (Ufopa) e de Santa Maria (UFSM) e de universidades e centros de pesquisa da Argentina, Chile e Bolívia. As pesquisas durarão quatro anos, no período de 2019 a 2022, com recursos aprovados de, aproximadamente, R$ 1,4 milhão, estando previstas, pelo menos, três missões à Antártica.

 Segundo o professor Marcelo, do IRN, é a primeira vez que um projeto desta natureza é executado pela Unifei e será uma excelente oportunidade para alunos de graduação e pós-graduação, assim como para o fortalecimento das pesquisas e colaborações com instituições nacionais e internacionais. “A aprovação do projeto consolida o corpo do curso de graduação em Ciências Atmosféricas como um dos mais produtivos da Unifei e abre novas oportunidades para o recém-aprovado Doutorado em Meio Ambiente e Recursos Hídricos, ambos alocados no Instituto de Recursos Naturais”, disse Marcelo.

O projeto ProAntar é financiado pelo CNPq/MCTIC e gerido pela Cirm.

O professor Marcelo de Paula Corrêa, do IRN da Unifei, coordena o projeto a ser realizado na regiões Antártica e Equatorial da América do Sul.