O professor Egon Moesby, da Universidade de Aalborg (Dinamarca), visitou a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), onde fez palestra sobre o processo pedagógico PBL- Aprendizagem Baseada em Problema, que é amplamente utilizado em sua instituição. Na Europa o processo passou a ser denominado “A Experiência de Aalborg” e o seu sucesso levou a UNESCO a implantar, naquela universidade, uma “Cátedra PBL”, objetivando aprimorar e divulgar mundialmente a metodologia.
O PBL consiste numa estratégia de ensino na qual os alunos aprendem a resolver problemas de forma colaborativa e refletir sobre suas experiências. O método foi pioneiro e amplamente utilizado na Universidade McMaster, Hamilton, Ontário (Canadá), bem como no Instituto de Tecnologia de Monterrey (México), entre outras. A aprendizagem é impulsionada por problemas difíceis, em abeerto; os alunos trabalham em pequenos grupos colaborativos; os professores assumem o papel de facilitadores de aprendizagem. Os alunos são encorajados a assumir a responsabilidade por seu grupo e organizar e dirigir o processo de aprendizagem com o apoio de um tutor ou instrutor. O método aumenta o conhecimento de conteúdos e favorece o desenvolvimento da comunicação, resolução de problemas e auto-aprendizagem de habilidades.
O professor Egon Moesby esteve no Congresso Internacional PBL 2010 na Universidade de São Paulo, neste mês, falando sobre a importância da aliança entre pesquisa e prática nas universidades. Responsável por um dos centros de referência mundial em PBL, o professor dinamarquês detalhou sobre a experiência em ter o problema como ponto de partida para a aprendizagem. “As respostas para as pesquisas não serão mais encontradas nas profissões”- destacou Moesy.
Durante visita a UNIFEI a convite do grupo de professores que estiveram na França, em dezembro do ano passado, o professor Moesby foi recebido pelo reitor, professor Renato Nunes, alunos e professores, inclusive do Campus de Itabira, e apresentou o seu trabalho sobre o PBL e foi sempre acompanhado pelo professor Luiz Gonzaga Mariano de Souza. O professor Renato Nunes apresentou a UNIFEI ao visitante estrangeiro e falou sobre os métodos utilizados pela universidade, além das divisões acadêmica e administrativa dos Campi.
Moesby acredita que projetos com temas comuns na universidade devam se fundir para desenvolver habilidades interdisciplinares e ampliar a capacidade de solucionar conflitos. Uma alternativa já testada na Universidade de Aalborg é a ligação entre o curso e o projeto. “A disciplina se transforma em conteúdo prático no projeto desenvolvido a partir de um problema real”- enfatizou. Em Aalborg os alunos têm 50% de aulas e outros 50% do tempo devem ser dedicados ao projeto. A instituição possui um envolvimento direto com as corporações e os alunos assinam um termo de compromisso para que as discussões se limitem apenas ao ambiente universitário. Para Moesby, “esse modelo permite uma troca de conhecimento em um nível elevado, beneficia a aprendizagem e reduz as taxas de desistência”.
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