A Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) recebeu, no último dia 23 dezembro, da Prefeitura Municipal de Itajubá, a escritura do terreno que se destina a garantir a sua expansão no município, prevista no Projeto REUNI do Governo Federal, e parte da implantação da Fase II do Parque Científico-Tecnológico de Itajubá (ParCTec), que integra o projeto de desenvolvimento da cidade. Com a entrega do documento, a área que corresponde à margem direita do ribeirão José Pereira, pertencente a antiga Fazenda Paiol, passa a ser propriedade da universidade.
A área da referida fazenda, identificada desde o início desta década como favorável para a instalação do Parque Científico- Tecnológico de Itajubá, devido a sua proximidade com o campus da UNIFEI, foi desapropriada, em 2005, pela Prefeitura Municipal e era alvo, desde então, de um processo judicial que se arrastava na justiça, devido a questões relacionadas com a sua retificação e correção de valor.
Um acordo entre a Prefeitura Municipal e os ex-proprietários da fazenda, atribuiu à área o valor de nove milhões de reais, que foi fixado com base em perícia determinada pela justiça, no âmbito do processo de desapropriação. A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei que autorizou a venda de parte do terreno para a UNIFEI que, para ter a propriedade da área das glebas que se situa na margem direita do ribeirão José Pereira, investiu a quantia de quatro milhões de reais, concedidos pela Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação, em função da importância do projeto.
De acordo com o professor Renato Nunes, reitor da UNIFEI, a posse da escritura, e consequentemente do terreno, “é importante porque coloca a instituição definitivamente, como um dos principais parceiros do projeto do Parque Científico e Tecnológico de Itajubá – Tecnópolis e também porque garante, dentro do projeto, área para expansão da universidade”. O reitor informou ainda que a UNIFEI dará início, no começo de 2010, ao desenvolvimento do plano diretor de ocupação da área, ao projeto de licenciamento ambiental e, posteriormente, à construção de edifícios que irão compor a primeira unidade acadêmica instalada na área.
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