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UNIFEI participa do Exercício Guardião Cibernético 2026

A Participação aproxima as pesquisas da UNIFEI dos desafios nacionais de proteção de infraestruturas críticas e resposta a crises cibernéticas.

Entre os dias 21 e 25 de setembro de 2026, o professor Otávio Gomes, líder do grupo de pesquisa Cibersegurança e Sistemas Críticos (CS)² da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), participou da oitava edição do Exercício Guardião Cibernético (EGC 8.0), com sede na Escola Superior de Defesa, em Brasília. A atividade integra as ações do projeto CyberOT, desenvolvido em parceria com a Clavis no âmbito do PlatCiber/FINEP, e dá continuidade à participação do docente na edição anterior do exercício.

Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), sob responsabilidade do Ministério da Defesa, o exercício reuniu cerca de 1.300 participantes, 300 organizações e representantes de 14 países. A iniciativa promoveu a cooperação entre governo, Forças Armadas, empresas e instituições acadêmicas para enfrentar ameaças capazes de comprometer serviços essenciais à sociedade. Além de Brasília, as atividades envolveram polos regionais em Belém, Manaus, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Guardião Cibernético combina duas modalidades de treinamento. Na simulação construtiva, os participantes discutem problemas cibernéticos simulados e exercitam decisões em gabinetes de crise, considerando continuidade operacional, comunicação e articulação institucional. Na simulação virtual, ambientes computacionais permitem a atuação técnica diante de incidentes reproduzidos de forma controlada. A metodologia aproxima a análise tecnológica das decisões necessárias para preservar e restabelecer serviços.

A edição de 2026 utilizou uma ambientação fictícia para discutir ameaças e dependências entre setores como energia, água e saneamento, transportes, comunicações, saúde, finanças e defesa. O cenário incluiu temas como ransomware, comprometimento de fornecedores e ataques a sistemas de controle industrial, permitindo analisar como uma ocorrência digital pode produzir consequências operacionais e afetar diferentes organizações.

A participação do Prof. Otávio Gomes no Exercício Guardião Cibernético 2026, no âmbito do projeto CyberOT, oferece subsídios para o curso de Bacharelado em Cibersegurança da UNIFEI, ao aproximar a formação acadêmica dos desafios de proteção de infraestruturas críticas. A experiência pode orientar a elaboração de estudos de caso, práticas de laboratório e exercícios simulados que integrem segurança de TI e tecnologia operacional, resposta a incidentes, continuidade de serviços e comunicação de crise. Sua incorporação às atividades do curso permitirá aos estudantes exercitar competências técnicas e gerenciais em cenários contextualizados, com critérios de avaliação alinhados às necessidades de organizações públicas e privadas. Essa aproximação é especialmente relevante em ambientes de Tecnologia Operacional (TO), nos quais falhas ou alterações indevidas em comandos e parâmetros podem afetar equipamentos, processos físicos e a prestação de serviços.

Entre as possibilidades de aplicação acadêmica estão a elaboração de cenários para laboratórios e cyber ranges, o desenvolvimento de atividades de resposta a incidentes e a avaliação de mecanismos de detecção e recuperação. A experiência também pode subsidiar exercícios que integrem atuação técnica, tomada de decisão e comunicação de crise, com objetivos e critérios de avaliação definidos.

A continuidade da participação da UNIFEI no Guardião Cibernético fortalece a articulação entre universidade, setor produtivo e instituições de defesa, apoiando a formação de profissionais e o desenvolvimento de pesquisas aplicadas à segurança de sistemas críticos.

Informações institucionais sobre o exercício: https://www.gov.br/defesa/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/exercicio-guardiao-cibernetico-8-0-reune-cerca-de-1-300-participantes-em-brasilia