Realizado no Campus de Itabira, encontro do OCDOCE reuniu pesquisadores, estudantes, comunidades e movimentos sociais em dois dias de atividades
A Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) realizou, nos dias 17 e 18 de setembro, no Campus de Itabira, o 2º Seminário de Pesquisa e Extensão do OCDOCE. Com o tema “Justiça Ambiental e Tecnologias Sociais na Bacia do Rio Doce”, o encontro promoveu o diálogo entre universidade, comunidades e movimentos sociais sobre questões socioambientais da região.
O seminário reuniu estudantes, professores e técnicos da UNIFEI, pesquisadores de outras universidades, representantes do Ministério da Educação (MEC), comunidades quilombolas, pessoas atingidas por empreendimentos econômicos e organizações da sociedade civil.

Justiça ambiental e diálogo com os territórios
O primeiro dia teve início com uma oficina sobre estudos antropológicos em comunidades quilombolas, ministrada pelo professor Ricardo Ribeiro. A programação também contou com a mesa “Justiça Ambiental na Bacia do Rio Doce: universidade e movimentos sociais na defesa dos direitos das comunidades e territórios”, que reuniu pesquisadores e representantes de movimentos sociais para discutir impactos socioambientais, direitos das comunidades e a contribuição da pesquisa e da extensão para os territórios.
Na abertura, o pró-reitor de Extensão da UNIFEI, professor Elcio Arruda, destacou a importância da extensão social e a contribuição dos projetos do OCDOCE. Representantes das comunidades também ressaltaram a necessidade de aproximação da universidade pública com as demandas dos territórios.
O representante do MEC, Erin Bueno, apresentou ações relacionadas à educação na Bacia do Rio Doce e propôs o ingresso do OCDOCE no Observatório da Educação do Rio Doce, sediado na UFOP em parceria com o Ministério. Maria do Carmo (Fisika), do Quilombo de Ilha Funda, compartilhou a experiência das comunidades quilombolas da região no contexto da reparação após o rompimento da barragem de Fundão.
Pesquisa, extensão e tecnologias sociais
No segundo dia, integrantes do OCDOCE apresentaram pesquisas relacionadas à extensão universitária, comunidades quilombolas, mineração, questão agrária, uso da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) e participação social em processos de avaliação ambiental.
A programação foi encerrada com a mesa “Tecnologias Sociais para o fortalecimento de iniciativas populares”, que apresentou experiências envolvendo cooperativas populares, agricultura, associações de catadores de materiais recicláveis e iniciativas de comunidades quilombolas.
O seminário integra as atividades do Grupo de Pesquisa e Extensão sobre Conflitos e Confluências Rurais da Bacia do Rio Doce (OCDOCE) e reforçou a proposta de aproximar conhecimentos acadêmicos e saberes das comunidades na discussão de desafios e possibilidades para os territórios da Bacia do Rio Doce.